internet das coisas
julho 23, 2014

Cotidiano Sensitivo

Um extrato sobre o cotidiano em diferentes perspectivas ou intervenções visuais multi-modais com cenas que esboçam diálogos em rede.

http://cotidianosensitivo.info

setembro 14, 2013

o discurso da derrota

[ a Antárctica desaparece e o calor toma conta de tudo ]
~ eita filme é velho e careta ~
é desesperador a forma como o governo e a sociedade civil lida com essa situação toda. investe numa “economia criativa” para manter as mesmas colônias e feudos transvestidos de “indústria cultural” e esquece que a economia, em seu princípio, não se sustenta sem as relações entre as pessoas.
esse papo de mobilidade urbana, gadgets, memes, menos prédios, primavera etc, é legal mas não vai mudar nada. o erro ta ali no cerne. tão vendendo um futuro furado, já era! derruba o concreto e sobe um bambuzal pra vê se dá um jeito.

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julho 17, 2013

internet das nossas coisas

Atmel Corporation @Atmel 12 Jul
“The Internet of Things is not the future anymore. The Internet of Things is the present. It is here, now.”

a nota da atmel pelo twitter sobre a internet das coisas tem vários impactos interessantes para as próximas experiências no assunto, principalmente porque essa turminha domina o mercado dos circuitos integrados que estão nas salas, cozinhas e escritórios no mundo inteiro.
a nota mostra que há uma tendência na diminuição nos custos da fabricação de chips com rádio frequência para ser facilmente controlado por celulares e browsers. só que a internet embarcada em objetos caseiros aponta para diferentes tipos de controle: pode ser sobre as possibilidades de construir sistemas de “trocas” cotidianas, no sentido de interpretar comportamentos e sugerir soluções criativas e rápidas para as cidades ou sobre o controle do comportamento das cidades, bairros, pessoas e famílias, mais detalhado e com um zoom para os bens pessoais.

hoje, as redes sociais como faceebok e instagram, detém os principais assuntos no mundo de uma forma virtual, através das tags. Nesse modelo há sempre um risco pela virtualização das coisas, não se tem certeza sobre as reais potências. No caso da utilização das redes para além dos computadores e celulares, a possibilidade de controle e vigilância sobre as coisas aumenta o poder de visualização das corporações para os bens de consumo, costurando diversos relatórios em tempo-real sobre os padrões das pessoas e de suas práticas.

“the Web as I envisaged it, we have not seen it yet. The future is still so
much bigger than the past”. Tim-Berners–Lee

não se surpreenda com as próximas chamadas, pode ser para pensar como se controla a luminosidade dos postes para economizar energia ou decidir como se dará o controle da sua xícara ou em qual faixa de IP ela estará.
bú!

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julho 15, 2013

interactivos nuvem

Projetos, experimentos, rituais, alquimias. A nuvem é composta de gotículas de ideias condensadas oriundas da trans-piração coletiva. O front é a autonomia, mas não a autonomia do individualismo, pelo contrário, uma economia-coletiva, no melhor sentido da palavra. Bioconstrução, network sensors, bioart, paisagem sonora, cozinha viva. Não tem como organizar uma linearidade dos estudos em processing. O Interactivos é flutuante da nuvem.

O estreitamento conecta e transporta. O tempo saudável favorece respirações e inspirações para se pensar desvios e poéticas de micro-organismos que nos completam em substâncias. Da fotossíntese ao lançador de sementes ativistas, da síntese do CO2 ao spectrum do silêncio arquitetônico, para onde estamos indo?

Uma agenda de possibilidades está em execução, espera-se “ao mínimo” um repositório aberto do suor, com navegações possíveis e registros a-temporais.

Tecnologia viva e afetiva direto das raízes do vale do pavão. O contemporâneo não vem só dos bits. Essa representação falha diante da natureza quântica. Mais proveitoso é saborear uma juçara e deixar o corpo aprender e se virar nos protocolos de comunicação.

Nuvem, Vale do Pavão, RJ, 2012.

novembro 7, 2012

hiperorgânicos#3

Essa imagem representa bem a distância que eu estava da praia nesse Hiperorgânicos#3. Mesmo tão perto, não consegui pisar na areia. A não ser no dia que cheguei e pulei de penetra no ônibus da caravana carbono neutro, dos hackers do Pará. Essa distância da praia e do cotidiano carioca pode ser transportada para dentro da Sala Funarte, onde aconteceu o OpenLab proposto pelo Hiperorgânicos. Vários artistas, pesquisadores, entusiastas, de diferentes lugares, presentes física e digitalmente, na tentativa de construção de linguagens e interseção de informações entre seus projetos, suas cavernas. As práticas no Openlab me fizeram pensar em duas coisas: qual a real importância de se patrocinar a troca de dados em rede entre projetos e experimentações pessoais artísticas? De encontro, como pensar e articular uma rede mais robusta para o consumo de dados entre dispositivos para uma real conexão com a cidade, o cotidiano e suas ecologias?

Vou fazer um corte para um dado super peculiar: nessa próxima semana, Recife vai promover um encontro chamado SmartCity Bussiness, algo como negócios para as cidades inteligentes. Empresas, instituições, pesquisadores, investidores são os alvos desse encontro. Assim como o The Internet Of Things e a apresentação de Vlad Trifa no LIFT11 denunciaram, o setor empresarial está se apropriando de forma equivocada das cidades inteligentes. O governo, sem profundidade no assunto, investe recursos em desenvolvimento de novos protocolos de comunicação entre devices, financia pesquisas para empresas e hubs consumirem dados importantes que são expelidos pelas ‘peles’ das cidades a um preço altíssimo e de retorno financeiro garantido. E no final, o maior interesse é o controle completo dessas informações advindas de celulares, sensores, gps, satélites, plantas, parques e gadgets. E por consequência, a venda dessas informações valiosas de volta para o governo e as instituições público/privada.

E o que isso tem a ver com o Hiperorgânicos#3?

http://re.gistre.me/cotidianosensitivo

A RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa) está interessada, há bastante tempo, nas redes formadas pelas pessoas, seja de coletivo de mídia tática, cultura digital e grupos de pesquisas dentro e fora das universidades. O Hiperorgânicos é organizado pelo NANO, no qual se encaixa no perfil da instituição patrocinadora. Também estava na pauta a instalação de uma rede gigabite dentro da Funarte, para aproximar de vez as práticas de laboratórios e mídia-labs para as instituições de cultura do país.

(3CO no RJ)

Qual o impacto no cotidiano das nossas iniciativas de pesquisas e experimentações entre trocas de dados por devices e organismos? Que tipo de investimento instituições como a RNP pode patrocinar para que as pesquisas dos labs garantam a liberdade desses dados, cada vez mais cooptados pelas megas corporações? Como podemos garantir a evolução dessas conexões entre dispositivos para plataformas mais robustas de troca de dados via HTTP REST e Cloud Computing, como a Cosm?

É fácil notar as diferenças entre recursos e estabilidades entre um evento formado por empresas do alto escalão contra os laboratórios de pesquisas e experimentações em cultura digital expandida. Falta consciência por parte dos artistas que querem ver seus dados trafegando redes afora por pura e simples estética. É preciso potência, política e visceralidade.  Tenho certeza de que nesse evento SmartCity, grandes negócios com nossos dados serão fechados. Quanto vale o fetiche dos artistas para as corporações http?

É urgente focar em iniciativas para pesquisas e desenvolvimento de projetos, plataformas e dispositivos open-sources de consumo de dados em rede, para a saúde e liberdade da Internet das pessoas e das cidades.

ps: Agradecimentos para a RNP por patrocinar minha ida até o Hiperorgânicos#3.

outubro 22, 2012

retrato.me

Olá.

Estamos hospedando as pesquisas sobre kinect + performances no host http://retrato.me

Projeto este que é uma parceria minha com a artista Zzzui Ferreira (CE).

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outubro 13, 2012

hacking câmera ps3eye infravermelho

Recentemente começamos a produção de um dispositivo específico para o projeto de arte da artista Zzui Ferreira, de Fortaleza. A proposta é elaborar um aparato capaz de capturar traços de desenhos e registrar em uma timeline digital para ser utilizada em performances e intervenções específicas do projeto. Este dispositivo também será elaborado para gerar diferentes texturas visuais dependendo de informações específicas do ambiente.

aparato_zzuiredimensionado2

Para a primeira fase, foi necessário hackear uma câmera do Playstation 3 para transforma-la numa câmera infravermelho.

Segue o tutorial:

a primeira etapa é abrir a câmera:

img_1219redimensionado

e desparafusa-la toda:

img_1220redimensionado

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depois precisa forçar pelas bordas para retirar a sua capa:

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depois de aberta, precisa retirar outros parafusos para acessar a lente:

img_1229redimensionado

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depois de retirar a lente, é preciso forçar para retirar a lente de luz visível:

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depois de abrir, é necessário colocar um filtro de infravermelho. filme queimado é a melhor solução.

img_1241redimensionado

img_1242redimensionado

depois de colocar o filtro, agora é só fechar a câmera e ligar para verificar se o filtro funcionou.

img_1249redimensionado

a câmera agora só enxerga luz de fonte infravermelho, tanto do sol quanto de leds específicos.

Esse hacking serve para qualquer projeto de mesa multitoque e tracking com infravermelho.

A próxima etapa do projeto é produzir um pequeno emissor de luz infravermelho para ser acoplado numa caneta. Além disso, também será desenvolvido um software para tracking dos desenhos.

Em breve mais notícias.

Agradecimentos especiais para ArmandinhoReggae ajudou na produção.

fevereiro 16, 2012

2012.c

(
……………
init começo dos trabalhos…
}
while ( vida == natureza ) {
for (amor = 0 ; energia < espiritualidade; energia++ )
amor = carregue (paz);
natureza= vida;

}

………………..
)

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janeiro 12, 2012

3CO

“o planeta terra vive um período de intensas transformações técnico-científicas, em contrapartida das quais engendram-se fenômenos de desequilíbrios ecológicos que, se não forem remediados, no limite, ameaçam a vida em sua superfície. o que está em questão é a maneira de viver daqui em diante sobre o planeta, enriquecendo os modos de vida, reinventando o meio ambiente e fortalencendo a sensibilidade através de aparatos que dialogam com o técnico, o sensível e o natural.

Felix Guatarri Remix

 

Da intervenção:

3CO: ecossistema do sensitivo é uma intervenção urbana interativa que atua na coleta de dados ambientais e urbanos em tempo-real de forma a construir ecossistemas híbridos que reagem com as intensidades do cotidiano.

As reações são acopladas em sistemas embarcados que acionam guarda-chuvas equipados com sensores analógicos e digitais capazes de sentir dados como: variações de temperatura e umidade relativa do ar, ruídos e sinais sonoros, gases e poluições, ondas eletromagnéticas.

A cada variação no ambiente e no cotidiano ao redor, seja por efeito humano ou da natureza, excitam os aparatos a provocar dilatações e contrações na sua estrutura, denunciando desequilíbrios que não se percebem visualmente.

Dos movimentos:

As cidades vivem num período de intensas transformações técnico-científicas que por um lado conectam pessoas, conteúdos e oportunidade mas, em contrapartida, engendram-se fenômenos de desequilíbrios ecológicos que se não forem remediados no limite, ameaçam a vida e seu cotidiano em sua superfície.

O que está em questão no projeto 3CO é a maneira de viver daqui em diante sobre os lugares, conectando sensivelmente situações não-visuais em mecânicas e gambiarras tecnológicas como novas potências de denúncias de desequilíbrios ambientais e urbanos e como fonte de reinvenção do meio ambiente e dos modos de vida.

O projeto investiga a sensibilidade em diversas camadas, desde a social, com intervenções em parques e praças verdes de cidades com níveis altos de desequilíbrios ambientais e sociais, até as camadas hiper-conectadas, com dispositivos capazes de conectar cidades e dialogar ao mesmo tempo com o técnico, o sensível e o natural.

Da ação:

O projeto de pesquisa tem como proposta o estudo e o desenvolvimento de um túnel sensitivo para troca de dados em rede com apoio de dispositivos híbridos capazes de perceberem o ambiente e e trocar dados em tempo-real.

Esse túnel servirá para conectar os dispositivos instalados em lugares e espaços geograficamente distantes mas “espiritualmente” e popularmente conectados. A hibridização será feita através de sensores e atuadores com comunicação direta com os braços dos guarda-chuvas e com conexão a Internet.

Os aparatos se configurarão como esculturas vivas nas cidades com capacidade de reagir a dados sensíveis de outros lugares, trafegando informações numa rede própria de tuneis sensitivos.

 

agosto 14, 2011

lab cotidiano: IMERSom Coque!

(este post também foi publicado no blog do projeto cotidiano sensitivo)

Durante três semanas, entre o final de Maio e início de Julho, eu e Ruiz estivemos no Coque, em Recife, para realizar um laboratório do cotidiano sensitivo junto com o pessoal da comunidade. IMERSom (nome da oficina) foi só o mote para atiçar e argumentar sobre as diversas ciências que estávamos instigados a investir no lab. A proposta foi utilizar conhecimentos de propriedades sonoras, tecnológicas, religiosas e subjetivas para construir um dispositivo móvel que tivesse uma funcionalidade pra comunidade, que fosse a cara deles.

Na primeira semana, conversamos e praticamos diversas experiências, como estudar mais sobre a história de Quinha do Tamburete, construir um instrumento que fosse possível “tira o som da alma” (LM386+Fios) e pesquisar sobre dispositivos móveis, pedindo para que eles desenvolvessem um aparato novo, deles.

Essa pesquisa continuou na semana seguinte, onde começamos a estudar mais a possibilidade de montar um dispositivo para registrar as histórias (estórias) das pessoas da comunidade, um aparato que fosse capaz de circular pelas ruas do Coque e convidar as pessoas para sentarem e contarem um momento ou falarem sobre alguma coisa. E o dispositivo tinha que ter a cara do Coque, ser algo que as pessoas se representassem nele.

E esse algo foi a Casa. O lugar da familia, onde as pessoas celebram o dia-a-dia.

Como fonte de inspiração, seguimos a mesma “metodologia da falta” que dona Quinha leva no seu dia-a-dia, procuramos todos os materiais reciclados (de madeira até sensores de baixo custo) para produzir uma Casa que fosse capaz de registrar momentos e histórias de anônimos que vivem na comunidade.

e assim foi…

ajustando a casa….

webcam, Sensores de luz, temperatura, arduino.

E aí, levamos nosso dispositivo para a rua, para fazer funcionar todo o sistema de gravação feito no Pd e Arduino (inicia quando toca no teto e desliga quando bate palmas) e mostrar para as pessoas que, mesmo com todos os problemas do cotidiano, é possível desenvolver projetos de forma criativa e coletiva na comunidade…

pessoal erguendo mais um laboratório brasileiro de interatividade e criatividade pelas pontas.

ajustando detalhes técnicos….

e o tamburete de Quinha também faz parte do dispositivo…

depois de colocar na rua, não deu outra, várias histórias, vários contos… elaboramos algumas perguntas clássicas (Onze Unidos ou Mocidade? O Coque é bom? Por quê? Como é sua vida no Coque?….) que ficaram penduradas no tamburete para as pessoas responderem, mas outras histórias vieram juntas. E foi isso que mais interessou, as pessoas se sentiram à vontade para falarem para a Casa, de se doarem ali na frente do dispositivo e se expressarem, sabendo que aquelas imagens iriam chegar em algum lugar.

e não foram poucos momentos…

(imagem capturada pelo dispositivo)

(imagem capturada pelo dispositivo)

(imagem capturada pelo dispositivo)

(imagem capturada pelo dispositivo)

e mais momentos de se lembrar por muito tempo…

Em breve esse registro estará dentro da plataforma do cotidiano sensitivo, como uma memória viva do que aconteceu e o que anda acontecendo pelo Coque.

junho 7, 2011

oficina_ pd: dados contemporâneos

A oficina Pure-Data: dados contemporâneos é uma proposta de imersão no ambiente de programação multimídia Pure-Data para a criação de aparatos interativos e organismos que dialogam com ambientes físicos e virtuais e provocam interações entre diferentes corpos e espaços. Durante a oficina são aprofundadas as poéticas dos códigos livres, a programação interativa audiovisual e as linguagens experimentais

contemporâneas. Pretende-se ao final do laboratório, produzir aparatos de interações cognitivas em tempo-real que são utilizados como dados para improvisos e performances.

PureData é um software livre de programação gráfica para multimídia, muito usado em projetos audiovisuais interativos e em tempo real. O programa também é adotado como ferramenta para síntese e processamento de sons em tempo real. A oficina oferecerá um método completo em português, um tutorial extenso que cobre toda a sintaxe e elementos básicos de programação no PureData.

Para artistas, estudantes, pesquisadores, músicos, programadores, designers, pessoas com interesse em arte, tecnologias e poéticas.Com o pesquisador de arte eletrônica Ricardo Brazileiro. A partir de 16 anos. Internet Livre.

Sesc Santos: 28 e 29 de maio. 14h

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maio 25, 2011

brasil-colombia: táticas, redes e convergências.

COMO ORGANIZAR um relato de um festival que acabou há mais de uma semana e ainda reverbera intensamente até este exato momento?

Desde que voltei para Recife, depois de cerca de 10 dias de vivência na cidade de Medellín na Colombia, tento organizar um material que sintetize um pouco as diversas experiências que aconteceram no festival LabSURLab, inclusive suas implicações, tanto pessoais quanto para a aldeia brasileira de ativismo tático de arte, tecnologia e cultura livre.

Como consequência dessa minha vontade, a primeira tática que tive foi juntar todo o material audiovisual que coletei despretenciosamente durante meus deslocamentos pela cidade e pelo festival e fazer uma releitura dos acontecimentos registrados. Percebi então que a primeira estratégia seria produzir um pequeno video-doc juntando algumas fotos e videos em ordem cronológica para sentir novamente um pouco do mesmo feeling que rolou na cidade e no festival.

O festival tinha começado no dia 4 de abril pela manhã e eu só desembarquei na cidade no final da tarde, mesmo assim fui até o Museu de Arte Moderna de Medellín para saber o que estava rolando e dei de cara com o movimento dos Hacktivistas. Eram dois hackers falando sobre suas estratégias de ativismo na Europa. Eles falaram sobre a Hackademy, que é “uma academia hacktivistas autogestionada que promovem cursos para libertação do computador dos softwares proprietários, com orientações para uso e difusão de ferramentas livres úteis para autodefesa digital, ativismo e comunicação libertária para produção de cultura livre”. Não muito diferente do que fazemos no Brasil com os Pontos de Cultura, organizações, festivais, pessoas, artistas. Outra estratégia dos hacktivistas foi em cima de algumas políticas anti-pirataria e anti-cultura-livre do Ministério da Cultura da Espanha, com estratégias como Descarga Pública P2p, desmembramento político através do ativista Isaac Hacksimov, avatar-hacker que enviava fax/correios/emails para o Ministério colocando em contradição todas as políticas pró-industria espanhola. Em outro momento, os hacktivistas falaram do sistema oiga.me que é um projeto de envio sistemático de emails para políticos e diplomatas.

Ou seja, já no começo do festival deu para sentir que as pessoas que estavam ali tinham experiências interessantes para compartilhar. E continuou no outro dia com a apresentação do pessoal da Antena Mutante que em pouco tempo, mostrou que tinha planejamento político-ativista, trabalho coletivo e em rede. Na sequência foi a nossa apresentação, “El complejo panorama Brasileiro”, mas vou separar um outro parágrafo para explicar melhor o que aconteceu.

Logo que cheguei a Medellín, percebi que a programação do seminário tinha mudado de “LaboCA” para “O complexo panorama Brasileiro”, e que na mesa estaríamos, Tati Wells, Ricardo Ruiz e eu. Como Ruiz não conseguiu passagem para chegar no festival, o Miguel, do Centro Cultural da Espanha no Brasil, que estava participando do festival e iria apresentar outros trabalhos, chamou a responsabilidade e assumiu o posto para nos ajudar nessa “missão”. Agora, como falar sobre o panorama brasileiro de mais ou menos 10 anos em apenas 30 minutos? Depois que acabaram as apresentações do primeiro dia, fomos organizar o que seria interessante falar sobre nossa história. Achamos que apenas um contexto cronológico já iria mostrar toda a complexidade das nossas atividades no Brasil. E começamos esse exercício de voltar para a época entre 90  e começo de 2000, simbolizando as convergências dos movimentos Indymedia / FSM / FISL / Metáfora / Laboratórios de Midia Tática. Para continuar essa investigação, Tati relembrou do mapa de midia livre, tazes e seus contribuintes entre 2003 e 2006 que foi elaborado por ela e Ruiz.

Este mapa parece ter caído como um satélite nas nossas cabeças. Para mim, ter feito uma pequena análise no mapa, me fez pensar em como nossos experimentos e pesquisas com tecnologias livres, nomadismo e comunidades, foi influenciado pela aquela história que estava cartografada, e também em como nosso movimento atualmente pode ser analisado pelo mesmo traço de 2003-2006. Pensamos que para a apresentação de 30 min não seria fácil falar dessa cartografia mas que valeria muito a pena se a gente apresentasse a proposta de começar uma atualização do mapa para o agora, 2007-2011. Seguimos a preparação da apresentação com as convergências de ações de ativismo-tecnológico-midiático e,  por fim, fizemos uma breve análise de como nossos laboratórios (festivais, movimentos, pessoas, coletivos) são autônomos, temporários, precários e com relações institucionais conturbadas, como é o caso atual da mudança de foco do Ministério da Cultura para uma política pró-industria, pró-elite-cultural e anti-cultura-livre.

Na hora da apresentação, sabíamos que não estávamos ali falando de um trabalho pessoal ou artístico individual, mas sim de um monte de gente que vive e respira essa história todos os dias no Brasil. Queríamos ser o outro e todos ao mesmo tempo, usamos óculos escuros para criar o personagem brasileiro e não nos importou se a estratégia não foi compreendida pelas pessoas que estavam no museu naquele momento. Por dentro já estava tudo resolvido.

elcomplexo

E o festival seguiu com outras apresentações bastante interessantes no mesmo dia. Nos dias seguintes, começaram as oficinas, mesas de trabalho e outras atividades pela cidade. Eu estava “tageado” para participar da mesa sobre as comunidades, no Centro Cultural de Moravia, na comuna 4, lugar encantador e muito parecido com o contexto brasileiro: muita ciência nas pessoas que vivem na comunidade, poucas oportunidades na metrópole e forte resistência cultural e tecnológica. No centro, também estava acontecendo a oficina de video-cartografia do pessoal do hacktectura, que com uma metodologia muito interessante, conquistou um grupo de pessoas para fazer mapeamentos das ações nas comunidades 4 e 13 de Medellín e conseguiram resultados plausíveis, apesar de usar tecnologias proprietárias para edição e finalização do projeto.

A mesa de trabalho em comunidades serviu para uma análise de como os movimentos que se fazem presentes nas comunidades latino americanas compartilham de pensamentos e ações semelhantes. A metodologia da mesa foi dividir as pessoas em alguns grupos e respondemos algumas questões como: Por que se trabalha em / com comunidades? Quais as dificuldades, Metodologias, o papel das novas tecnologias etc. Neste link é possível acompanhar todos os relatos da mesa. Uma posição interessante foi de criar um texto / manifesto coletivo sobre o trabalho em comunidades. Juntamos todas as reflexões e nos reunimos para compilar o documento, que ainda está em construção mas já está compartilhado.

De volta ao Museu de Arte Moderna, recebemos um convite para fazer uma apresentação sobre o Movimento dos Sem Satélites na programação do Dorkbot Medellín. Como sempre, decidimos criar uma performance em rede com Glerm Soares, Tati wells e Oscar Martin interpretando o manifesto e uma trilha sonora bruta de /dev/dsp do próprio manifesto. Esse dia me vez refletir sobre o quanto nossas atitudes são extremamente espontâneas e como essas características influenciam no nosso jeito de fazer festivais, construir coletivos, projetos, softwares, instrumentos.

Nos últimos dias do festival, voltamos para as apresentações dos resultados das oficinas e mesas de trabalho. Aproveitamos esses dois últimos dias para começar a atualização cartográfica do nosso mapa de ação tática no Brasil. Não foi uma tarefa fácil, mas o pouco que fizemos já revelou algumas estratégias que criamos durante esse tempo e como algumas ações perderam força, outras cresceram e algumas ações que surgiram muito forte na rede.

mapa_ativismo_atualizando

Paralelo a esse trabalho, participamos da mesa sobre Labs em Redes, expondo nossas feridas da cooptação governamental sobre nossas atividades e como isso nos desestabilizou e fez com que pessoas saíssem para outros nós da rede para sobreviver em meio ao caos que é viver de arte, ativismo e tecnologia livre no Brasil. Ao mesmo tempo, esse acesso ao governo fez com que surgissem diversos laboratórios de midia pelos Pontos de Cultura no Brasil, fortalecendo ainda mais nosso nomadismo e independência de estruturas físicas complexas. O projeto RedeLabs resume um pouco esse nosso jeito de funcionar nômade, em rede e com o que temos na mão. Essa experiência, acredito, foi muito importante para as outras pessoas que estão investigando isso na América Latina. Vanessa (Pata de Perro) inclusive mostrou um fluxograma de como seria possível criar uma rede de laboratórios em pequena escala para começar um fluxo de projetos entre esses espaços. Achei que poderia ser interessante fazer um fluxograma desses aqui para o Brasil, para saber quem é quem, onde as pessoas estão, o que fazem, se podem receber outras pessoas, o que podem oferecer e como criar uma convergência de trabalhos.

Finalizamos nossas atividades no festival rabiscando esse novo mapa, pensando em como a rede poderia fazer este mesmo exercício, atualiza-lo de forma estratégica para fazer uma avaliação das nossas atitudes até agora e assim planejar os próximos segundos, sem deixar cair nossos servidores, nossos projetos, nossas redes. Ter ido até a Colombia, me fez ter uma nova visão das nossas estratégias de sobrevivência no Brasil, como somos rápidos, como somos criativos e como somos fechados para outros lugares, não olhamos para nossos vizinhos da América Latina que vivem na mesma rede e compartilham de problemas parecidos, sentem vontade de interagir mais com as redes daqui mas não enxergam essa abertura. Criamos um bocado de projetos, redes, sistemas, coletivos mas não conseguimos dar conta da demanda de possibilidades, não somos nem capazes de sustentar nossos servidores onde estão nossos sítios, hipertextos, manifestos e históricos. Como e quando vamos voltar a agir tatica/coletivamente?

Agradecimentos especiais a Tati Wells por ter compartilhado dessa vivência no festival, a todos os participantes do festival e sua organização, Miguel e Jarbas Jácome, as pessoas no Centro Cultural de Moravia, Comuna 13, as pessoas do Museu de Arte Moderna de Medellín e a Secretaria de Cultura de Pernambuco, por ter colaborado com meu transporte até a cidade de Medellín/Colombia.

pulsos/organismos #cotidianosensitivo

este post faz parte do projeto cotidiano sensitivo que é um estudo sobre internet das coisas e ambiente-device nas comunidades brasileiras.

este texto também foi publicado aqui.

olá! vamos iniciar os estudos de eletrônica artesanal-diy-afetiva e seus desvios dentro desta pesquisa.

este post está relacionado a circuitos que emitem pulsos/clock precisos, bastante usado em projetos de osciladores e controladores de sistemas e motores.

a idéia desse primeiro experimento é buscar uma outra relação com esse tipo de circuito.

o chip que vamos usar é o 555, muito popular e fácil de encontrar em qualquer loja de eletrônica no brasil.

podemos considerar que esses chips, além das suas funcionalidades na indústria, são organismos híbridos que recebem informações, tratam os dados e transformam-os em pulsos para controlar algum outro sistema.

o processo de funcionamento dos chips são pragmáticos, o que deixa complicado encontrar caminhos/metáforas que se relacionam com nosso cotidiano.

caminho:

1. recebe energia; // luz, movimentos, natureza

2. atravessa as resistências e carrega positivamente o pulso;

3. alimenta o capacitor e descarrega o pulso. // timbre, intensidade do pulso

(esquema protoboard na capa)

como acoplar as entranhas deste circuito-funcional numa escala real-física onde os processos são caóticos e desequilibrados?

podemos pensar numa situação onde organismos-pulsos recebem energia dos desequilíbrios(?!) do cotidiano e através de uma malha de resistência e capacitores enviam pulsos para outros organismos em rede, criando um ecosistema(circuitos compartilhados) que vivem desses (im)pulsos urbanos…

cada lugar/cultura/cotidiano tem sua frequência/clock/pulso, e esse dado são alterados com esses desequilíbrios… é como se fosse um sistema com vários capacitores de níveis diferentes e diversas resistências variáveis disponíveis para alterarem o curso, o movimento…

não se trata de uma simulação, nem de representação do cotidiano, mas de organismos que se desequilibram e se alimentam desses dados…

segue;

laboca sesc belenzinho jan/fev 2011

Projeto de imersão, pesquisa e experimentos em arte digital, o LaboCA propicia o desenvolvimento de laboratórios nômades e promove tecnologia como linguagem criativa e reflexiva. O participante entrará em contato com diversas ferramentas livres de hardware e software para concepção e produção coletiva de arte e tecnologia.

20 vagas. Internet Livre.

Inscrições a partir de 04/01, das 14h às 17h, no balcão de atendimento do 1º andar.

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janeiro 25, 2011

samba chip – experimentações espontâneas

mais uma vez, como foi importante ir em Cachoeira-BA e criar esses momentos de experimentações livres com pessoas totalmente abertas para novos diálogos e vivências.

a sonoridade em questão não era o ponto fundamental, mas a situação de lapidar um som feito por aparatos simples e de processo manual, sem intermediação no processo de criação e de composição.

a música é livre, o ato de criar também.

é muito importante sentir que em grupos como a Filarmônica Lira Ceciliana, o ato de experimentar e intervir em novas descobertas poéticas é um processo tão natural quanto ler uma nova partitura e se viciar no som do seu instrumento favorito. as crianças descobrem que aquela protoboard é uma pauta, que cada chip pode simbolizar um instrumento ou um ritmo, que o ato de pesquisar e prototipar um fluxo de energia é o ato de compor.

a contemporaneidade dessas coisas todas é esse desprendimento do fazer sem se preocupar em ocupar um sítio-estético para classificar tal experimentação. a arte, a música, a tecnologia (viva, livre, faça-você-mesmo) trazem motivações de buscar essas possibilidades de criar poéticas em ambientes duros e sem expressividades mas com vontade de se amolecer e se entregar, como esse samba chip.

linguagens e poéticas sonoras contemporâneas,

fiar – festival de intervenção artística do recôncavo

cachoeira – bahia

hibrido ao pulso

sobre
o projeto híbrido ao pulso é uma instalação que utiliza uma gambiarra híbrida composta por organismos vivos de plantas e circuitos-sensores (wheatstone bridge) que capturam as reações dos organismos em diálogo com os movimentos locais. as reverberações desses diálogos são resignificadas numa paisagem sonora sensitiva e uma monitoração artificial dos acontecimentos locais com duas câmeras, onde os pulsos dos orgânismos influenciam no resultado do video, provocando novos sentidos que refletem o cotidiano dos indivíduos enquanto produtores de desequilíbrios e singularidades.

interação
a interação com a interface se dá na relação direta com a estrutura e o ambiente local, na respiração, no toque, no movimento, na alimentação dos organismos. um monitor apresenta imagens do cotidiano que são capturadas por duas câmeras. A movimentação ambiente impulsionam os organismos, criando ressonâncias entre os acontecimentos e os pulsos do sistema híbrido.
pesquisa
a gambiarra híbrida interage com sistemas orgânicos e artificiais, reverberando sensações através de pulsos sensoriais que possibilitam diálogos, em tempo-real, com o cotidiano e seus acontecimentos que desequilibram a rotina diária. a interface não apenas observa o dia-a-dia local mas interfere diretamente nele, provocando novas singularidades e sentidos a partir da relação entre organismos-máquinas-acontecimentos que promovem interações que revelam novas linguagens sinestésicas através dos movimentos do cotidiano urbano.

ensaios na cidade de São Carlos-SP, durante o 4 Festival Contato.

Territórios Recombinantes / SPA das Artes - Recife-PE

Oficina no Memorial Chico Science - Recife-PE

este projeto foi desenvolvido durante o territórios recombinantes, residência artística coletiva que aconteceu no Spa das Artes, em Recife.

outubro 2, 2010

diálogo orgânico através do toque

por Paulo Carvalho, para a Folha de Pernambuco.

Uma planta, em um vaso sobre a mesa, é capaz de “enxergar” uma cena qualquer e interagir com elementos diversos de seu entorno, como o corpo humano e outros objetos. A partir deste “diálogo”, sons e efeitos de imagens são criados: um toque em uma folha qualquer desta planta é suficiente para gerar barulhos sintetizados e imagens caledoscópicas que variam com a energia daquilo que a está tocando.

Uma das ações produzidas pela oficina “Organismos híbridos e linguagens experimentais”, oferecida pelo Spa das Artes 2010, entre os dias 13 e 17 de setembro, no Memorial Chico Science, parece mesmo ter saído de uma história de ficção científica ou de um laboratório de tecnologia da informação. Ministrado pelo artista e pesquisador pernambucano Ricardo Brazileiro, o workshop desenvolveu interfaces de diálogo entre organismos artificiais e o organismos vivos de plantas e vegetais, contribuindo para desmistificar aquilo que se denominou “artetecnologia”.

“Há mais de cinco anos estou tentando entender os chips, os circuitos eletrônicos, e percebi que eles têm uma semelhança muito grande com o funcionamento do corpo humano, por exemplo. Cada sintetizador tem uma lógica para funcionar e é como se eles tivessem um coração, braços e pernas”, explica Brazileiro.

Segundo o artista, a oficina parte de elementos mais simples, como a construção de organismos artificiais de baixo custo, sem inteligência computacional complexa. “Começamos construindo os organismo menores e passamos para um circuito chamado ‘Wheatstone bridge’ (criado no século XIX por Samuel Hunter Christie, e popularizado por Charles Wheatstone, cujo objetivo é medir resistências), um conhecimento antigo, que utilizamos para descobrir qual a resistência elétrica da planta. A ideia é que quando a gente toque nela, ela emita sons e feitos visuais”, afirma.

De acordo com Brazileiro, todo corpo humano tem uma resistência, um campo elétrico que emite energia, chamado biofótons. “O que fizemos foi criar circuitos (organismos artificiais) que interpretam estes dados orgânicos gerando pulsos elétricos. Concluímos a ação, trabalhando de forma mais experimental estes pulsos, com softwares, no âmbito sonoro ou audiovisual”, afirma o artista, enfatizando o  caráter interativo da obra. “Se a planta estiver conectada com alguns sensores percebemos que ela interage com o toque ou a proximidade do corpo humano. É como se estivéssemos desenvolvendo uma criatura mesmo, um ser híbrido que mistura o artificial e o orgânico”, argumenta.

“Nosso principal objetivo é desenvolver linguagens, verificando que os chips são organismos que funcionam de maneira independente. Um emite um pulso, o outro tranforma em uma sequência e você pode transformar isso e dar vida. Trata-se de um grande desvio, já que se trata de um conteúdo industrial. A indústria tomou conta deste conhecimento e o que fazemos é mostrar que isso também pode ser visto como processo artístico relacionado a conceitos como os de ‘linguagem’ e ‘interatividade’. Desmistificamos o processo e a noção de que se trata de algo difícil ou chato “, comenta Brazileiro.

Para o artista, as ações da oficina oferecem um novo uso a objetos já descartados. “O que há de lixo eletrônico, de inteligências perdidas, não pode ser mensurado. A ideia é resignificar estes elementos, transformando em linguagem, e isso, por consequência, aca­ba desembocando no campo da arte”, aponta.

Ainda de acordo com Brazi­leiro, uma das principais ques­tões da arte tecnologia diz res­peito à sua utilização por artistas que não “manipu­lam” diretamente o objeto de trabalho. “Procuro fugir do fetiche da artetecnologia, algo que todos querem fazer apesar de não entender como is­so funciona realmente. Há artistas que chegam e contratam pessoas para materializar uma ideia em artetecnologia e depois reivindicam os créditos das criações. Trata-se da mes­ma separação (entre o saber e o fazer, entre a materialidade e o valor de uso) que acontece no âmbito industrial. Este tipo de ação (em que o artista ecomenda o produto tecno­lógico a um técnico) não mu­da nada, não desmistifica na­da. Na arte eletrônica cada dia fica mais claro quem faz arte e quem apenas se aproveita dela”, ressalta Brazileiro.

setembro 23, 2010

betaOrquestra

sobre
trata-se de uma orquestra híbrida composta por peixes da espécie beta em pequenos aquários adaptados com uma luminária e uma webcam. os equipamentos captam os movimentos e posições dos peixes e produzem uma paisagem sonora em tempo-real provocando uma máquina de síntese que é acionada quando os animais se movimentam pelos seus espaços. algumas zonas de fuga são formadas ao longo da composição sonora. determinadas frequências e ruídos provocam desequilíbrios orgânicos nos animais e excitam dialogos entre os peixes à distância.

sistema
duas câmeras webcam identificam em tempo-real os movimentos dos peixes no eixo X,Y do aquário e transformam os valores em informações midi para máquinas de sínteses sonoras construídas no software pure-data. o sistema de captura dos peixes foi desenvolvido utilizando o objeto pix_blob no Gem, que funciona como um detector de movimentos. um filtro trheshold limpa a imagem estática do aquário para facilitar detecção da posição dos peixes quando a luz bate no seu corpo.

interatividade
a interatividade se dá na relação cotidiana com os peixes, na aproximação dos mini-aquários, na alimentação, na simples presença na sala da instalação, no toque, na respiração. quando os peixes se encontram no mesmo quadrante do aquário, acontecem alterações sonoras, como um convite para uma briga onde cada peixe influencia na sonoridade do outro peixe.

fotos Maíra Gamarra

setembro 22, 2010

proto-poético

resultado da oficina de poesia sonora experimental, em recife.

setembro 4, 2010