arte, indecibilidade, artefatos.

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Artefatos artísticos podem ser modelados?

Seria um absurdo pensar em máquinas abstratas (turing machine) que “semidecidem” linguagens como metáforas para estudos de processos de ciberArte, desenvolvimentos artísticos, intervenções?

Uma máquina inifita que decide, é uma máquina que dada uma linguagem, ela pára após ser aceita. O ato de semidecisão é como se uma máquina aceitasse uma linguagem mas não parasse, não avisasse que aquilo terminou. Talvez um absurdo computacional.

Quase tudo na computação é decidível, poucas coisas são semidecidíveis.

A memória do computador é finita, as idéias não.

O hardware é finito, os processos não.

Criamos artefatos artísticos (que são linguagens semidecididas) em máquinas que são efetivamente computáveis.

Poderíamos falar que um objeto artístico é uma turing machine que semidecide.

Não sabemos até que ponto de interferência artística ela pode chegar.

Sabemos mais ou menos alguns estados de transição.

Não sabemos todos os possíveis processos que ela desenvolve.

Usamos máquinas decidíveis para computar ações não-decidíveis.

Seria o processo criativo computável?

Confusões conceituais parte 00000001.

3 thoughts on “arte, indecibilidade, artefatos.

  1. Salve Braza!

    Vai ser massa a gente ler Alan Turing, Von Neuman, Marvin Minsk e Jaron Lenier.

    ai vai minha opinião de quem gosta de falar sobre o que não entende:
    pra saber se algo pode ser computável temos que definir esse algo em termos de um problema matemático. como tu vai definir o processo criativo como um problema matemático? na hora q definir matematicamente vc jah enjaulou o cara. ai vai chegar um artista-matemático e dizer “q obra massa essa sua definição matemática do processo criativo, veja essa outra aqui que criei como eh massa tbm” ;)

    sobre “não sabemos até que ponto de interferência artística ela pode chegar” meirmão falando assim parece até que tu acha que a máquina tem um pouco de vontade criativa artística propria, é isso mesmo? dizendo “até que ponto ela pode chegar” ELA ou o cara que programou ela? seria massa tu conversar com Clylton Galamba sobre isso, ele diria: então pergunta pra máquina o que ela acha do que ela “criou” :D

    conversei com Jera sobre isso recentemente e concordamos que qualquer objeto inanimado pode sim ser considerado um artista ou outro personagem humano qq pois depende soh da fantasia do público.

    mas eu como público prefiro saber que isso é só uma fantasia e que esse objeto foi criado por outro ser humano esse sim com vontade de criação. prefiro isso do que ficar viajando que uma máquina tem vontade propria, sendo q no fundo tem um humano de verdade programando ela esse sim com vontade propria. esse sensacionalismo de máquinas criativas é alienante em minha opinião, muito confortável pra quem cria essas máquinas pois tira sua responsabilidade e joga pra elas hehe quem nem sabe que existem.

    esse tema de computabilidade me interessa como potência de realização das nossas vontades criativas. a máquina como objeto de autoconhecimento. a máquina como máquina e a beleza de ser máquina, de ser diferente de nós.

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