Category Archives: pesquisas

pesquisas e experimentos

pulsos)orgânicos

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passei o dia pesquisando como identificar a residência de algumas plantas e como fazer interagir esses dados com organismos artificiais (chips osciladores, sequenciadores), tentando convegir os sistemas artificiais com vivos, criando uma relação de troca mútua e de forma sustentável.

o trabalho consiste em construir uma Ponte de Wheatstone e medir a resistência das folhas e acompanhar sua variação quando a pessoa respira, coloca água e toca na sua estrutura. os chips 40106 e 4017 recebem a resistência das plantas e liga uma sequência de leds que fornecem luz para as folhas, alimentando-as.

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breve outros posts dessa pesquisa…

frequências em trânsito

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Filed under encontros e festivais, pesquisas

FREQUÊNCIAS EM TRÂNSITO é uma instalação interativa que captura e resignifica, em tempo real, sinais de frequências sonoras do ambiente e de um toca disco a partir de adaptações no aparelho com um sensor que transfere os dados dos LP’s para softwares de processamento de sinais musicais que possibilita alteração de trechos dos discos conforme a interação do público com o aparelho e o ambiente físico com a captura da frequência e trepidações do lugar. As frequências processadas, bem como trechos analógicos reais e remixes construídos em tempo real são transportados e difundidos via transmissores FM de baixa potência para os arredores do local da instalação, com a execução total da paisagem sonora via rádios, numa frequência permanente. Uma projeção despeja em cima do toca-disco informações sobre as frequências que estão sendo transmitidas no momento.

A proposta da instalação cria uma relação entre o transito das frequências sonoras, a partir da difusão mecânica dos LP’s, com uma transposição para as possibilidades digitais de reconfigurações sonoras em tempo real com a interação do público e do ambiente no transporte e na alteração das frequências. O público interage com a obra de várias formas: a partir da sintonia da frequência FM por celulares e rádios; na escolha do disco a ser tocado; na manipulação direta do disco; na troca de faixas, na presença dentro do ambiente. Os sensores selecionam um banco de filtros para as frequências processadas, incluindo o espaço físico como mais um elemento de influência para as sínteses construídas. Todos os sons produzidos serão transmitidos em FM em pequenos rádios que estarão dispostos na sala e nos arredores como uma difusora permanente que cria uma paisagem sonora para todo o ambiente.

mais fotos

metrobang - vinil adaptado

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METROBANG  é uma instalação que captura e resignifica as frequencias e ruídos de um toca disco, traduzindo as informações numa sequência de sínteses de baixo e síntese granular. Os toca-discos - equipamentos popularizados na década de 70 - foi adaptado com eletropiezos para capturar os sons da agulha e processar o sinal de audio utilizando o software livre Pure-Data. Os dados são analisados em tempo-real e transformados numa composição não-linear reajustando partes do disco tocado. Os usuários interagem com a instalação alterando as frequências, velocidade, volume, pitch e outros efeitos com o toque no instrumento e na troca dos discos. As frequências  são mostradas no formato ASCII no shell de um terminal Linux.

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English version:

METROBANG  is a sound instalation that captures and reframes the frequencies and noise from vinyl records and translates the information into a sequence of synthesis of low and granular synthesis. The turntable - equipment popularized in the ’70s - was adapted with a electropiezo to capture sounds from the needle and process audio signals in the free software Pure-Data. The data are processed in real time and transformed into a sound non-linear readjust the parts of the disc played. The User interacts with the frequency, changing speed, volume, pitch and other effects with the touch of the instrument and the exchange of disks. The frequencies of the disc are displayed in ASCII format on the computer terminal.

download do audio.

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vinilbass01

vinilbass02

vinilbass03

vinilbass04

microscópio diy: bactéria hacking

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No final de novembro de 2009, participei com @glerm e @husk do workshop bioelectronix for artist no piksel festival sobre como transformar uma webcam num microscópio. Tinha chegado tarde na oficina mas tinha percebido que não era tão complicado pra fazer o hacking na câmera. Achei interessante a idéia de estudar movimentos microscópicos e transformar células e bacterias em objeto de fonte sonora, variavel para efeitos de vídeo etc

workshop_bergen

(workshop em Bergen/Norway)

Três meses depois comecei a experimentar e criar um microscópio de uma webcam velha que tinha jogada aqui. Os passos não são dificeis.

  1. Primeiro você tem que abri a webcam e tirar o chip com a lente.
  2. Depois disso é só abrir a lente e inverter sua posição, ou seja, pegar o filtro de luz visível que fica em contato com o sensor do chip e inverter com a lente, botando de cabeça pra baixo. Com isso a webcam vai buscar as imagens no infinito, sendo a parte interna a lente “ocular” e a externa “objetiva”.
  3. O terceiro passo é arrumar umas lâminas transparentes, uma seringa com agulha e uma luz pra colocar em cima da lâmina. A parte mais dificil é encontrar a melhor distância entre a lente, a lâmina e a luz. Isso será determinante pra você consegui enxergar seres microscópicos.

microdiy

(microscópio diy adaptado com caixas de madeira e 4 coroas norueguesas)

(estrutura com lego, ficou bacana pela regulagem da profundidade)

Não tem mistério. Abra a câmera normalmente utilizando seu programa favorito (pd, vlc, mplayer…) e veja as células e bacterias se movimentando pela lâmina.

Estou começando alguns estudos para implementar algo com esses movimentos de células, bactérias. Tentei abri a webcam utilizando o pdp_ctrack no pure-data mas estava travando o patch, acho que com erro de profundidade na imagem (pdp_v4l2: unsupported color model). Procurei solução com o Gem e parece que a mistura de pix_background com pix_blob faz o reconhecimento dos movimentos e calcular o centro de gravidade da imagem. Tem também o objeto pix_movement mas não testei ainda.

patch

(patch com objetos para capturar os movimentos, achei da lista oficial do pure-data)

#N canvas 785 167 448 492 12;
#X obj 37 -97 tgl 25 0 empty empty Gem 0 -6 0 8 -258699 -1 -1 1 1;
#X msg 73 -97 dialog;
#X obj 37 -10 pix_rgba;
#X obj 335 -103 tgl 30 0 empty empty empty 20 8 0 8 -262144 -1 -1 1
1;
#X obj 266 -93 tgl 15 0 empty empty empty 17 7 0 10 -262144 -1 -1 1
1;
#N canvas 0 0 450 300 gemwin 0;
#X obj 118 60 inlet;
#X obj 69 194 gemwin;
#X msg 69 113 create;
#X msg 85 146 destroy;
#X msg 186 148 dimen 800 600;
#X obj 118 85 sel 0 1;
#X obj 152 117 t f b;
#X obj 254 59 inlet;
#X connect 0 0 5 0;
#X connect 2 0 1 0;
#X connect 3 0 1 0;
#X connect 4 0 1 0;
#X connect 5 0 3 0;
#X connect 5 1 6 0;
#X connect 6 0 2 0;
#X connect 6 1 4 0;
#X connect 7 0 1 0;
#X restore 266 -71 pd gemwin;
#X text 336 -123 render;
#X text 264 -113 Gemwin;
#X obj 37 -68 gemhead 40;
#X obj 37 -42 pix_video;
#X obj 102 201 rectangle 5.334 4;
#X obj 102 178 pix_texture;
#X obj 102 62 pix_threshold;
#X obj 251 50 pack f f f;
#X floatatom 244 -12 5 0 0 0 - - -;
#X floatatom 278 -10 5 0 0 0 - - -;
#X floatatom 312 -9 5 0 0 0 - - -;
#X obj 255 11 t b f;
#X obj 297 12 t b f;
#X obj 102 117 pix_threshold;
#X floatatom 152 95 5 0 0 0 - - -;
#X obj 102 26 pix_background;
#X msg 123 -49 reset;
#X msg 175 -26 \$1 \$1 \$1;
#X msg 175 -61 0.5;
#X floatatom 175 -42 5 0 0 0 - - -;
#X obj 102 144 pix_blob 3;
#X msg 212 91 0.86;
#X msg 371 -12 1 1 0;
#X text 259 92 filtre bleu;
#X floatatom 220 148 5 0 0 0 - - -;
#X obj 103 234 tgl 15 0 empty empty empty 0 -6 0 8 -262144 -1 -1 0
1;
#N canvas 415 240 288 328 senVal2cursor 0;
#X obj 78 120 - 0.5;
#X obj 187 99 - 0.5;
#X obj 136 98 tgl 15 0 empty empty empty 0 -6 0 8 -262144 -1 -1 0 1
;
#X obj 136 76 inlet;
#N canvas 708 87 235 408 cursor 0;
#X obj 52 213 alpha;
#X floatatom 155 116 5 0 0 0 - - -;
#X obj 92 75 inlet;
#X obj 126 75 inlet;
#X floatatom 109 122 5 0 0 0 - - -;
#X obj 52 157 translateXYZ;
#X floatatom 126 190 5 0 0 0 - - -;
#X obj 52 188 rotateXYZ;
#X obj 52 326 color;
#X obj 86 245 vsl 8 50 0 1 0 0 empty empty empty 0 -8 0 8 -258699 -1
-1 0 1;
#X obj 94 245 vsl 8 50 0 1 0 0 empty empty empty 0 -8 0 8 -24198 -1
-1 0 1;
#X obj 102 245 vsl 8 50 0 1 0 0 empty empty empty 0 -8 0 8 -355 -1
-1 0 1;
#X obj 110 245 vsl 8 50 0 1 0 0 empty empty empty 0 -8 0 8 -195568
-1 -1 0 1;
#N canvas 0 22 452 302 color 0;
#X obj 44 212 pack f f f f;
#X msg 44 236 \$1 \$2 \$3 \$4;
#X obj 26 145 bng 15 250 50 0 empty empty empty 0 -6 0 8 -262144 -1
-1;
#X obj 41 144 t b f;
#X obj 41 35 vsl 8 50 0 1 0 0 empty empty empty 0 -8 0 8 -258699 -1
-1 0 1;
#X obj 49 35 vsl 8 50 0 1 0 0 empty empty empty 0 -8 0 8 -24198 -1
-1 0 1;
#X obj 57 35 vsl 8 50 0 1 0 0 empty empty empty 0 -8 0 8 -355 -1 -1
0 1;
#X obj 65 35 vsl 8 50 0 1 0 0 empty empty empty 0 -8 0 8 -195568 -1
-1 0 1;
#X obj 63 167 t b f;
#X obj 86 189 t b f;
#X floatatom 77 86 5 0 0 0 - - -;
#X floatatom 67 101 5 0 0 0 - - -;
#X floatatom 53 115 5 0 0 0 - - -;
#X floatatom 35 129 5 0 0 0 - - -;
#X obj 17 7 inlet;
#X obj 52 7 inlet;
#X obj 87 7 inlet;
#X obj 122 8 inlet;
#X obj 44 261 outlet;
#X connect 0 0 1 0;
#X connect 1 0 18 0;
#X connect 2 0 0 0;
#X connect 3 0 0 0;
#X connect 3 1 0 1;
#X connect 4 0 0 0;
#X connect 4 0 13 0;
#X connect 5 0 3 0;
#X connect 5 0 12 0;
#X connect 6 0 8 0;
#X connect 6 0 11 0;
#X connect 7 0 9 0;
#X connect 7 0 10 0;
#X connect 8 0 0 0;
#X connect 8 1 0 2;
#X connect 9 0 0 0;
#X connect 9 1 0 3;
#X connect 14 0 4 0;
#X connect 15 0 5 0;
#X connect 16 0 6 0;
#X connect 17 0 7 0;
#X restore 142 311 pd color;
#X floatatom 92 335 5 0 0 0 - - -;
#X obj 52 95 ortho;
#X obj 52 353 circle 0.07;
#X obj 162 -2 inlet;
#X obj 52 25 tgl 15 0 empty empty empty 0 -6 0 8 -262144 -1 -1 0 1
;
#X text 52 371 cercle;
#X obj 144 273 r color;
#X floatatom 67 122 5 0 0 0 - - -;
#X obj 52 43 gemhead 45;
#X connect 0 0 8 0;
#X connect 1 0 5 3;
#X connect 2 0 5 1;
#X connect 3 0 5 2;
#X connect 4 0 5 2;
#X connect 5 0 7 0;
#X connect 6 0 7 3;
#X connect 7 0 0 0;
#X connect 8 0 16 0;
#X connect 9 0 13 0;
#X connect 10 0 13 1;
#X connect 11 0 13 2;
#X connect 12 0 13 3;
#X connect 13 0 8 1;
#X connect 14 0 16 1;
#X connect 15 0 5 0;
#X connect 17 0 18 0;
#X connect 18 0 22 0;
#X connect 20 0 8 1;
#X connect 21 0 5 1;
#X connect 22 0 15 0;
#X restore 77 177 pd cursor;
#X obj 78 75 r Xblob;
#X obj 187 73 r Yblob;
#X obj 187 119 * 8;
#X obj 77 142 * 8;
#X connect 0 0 8 0;
#X connect 1 0 7 0;
#X connect 2 0 4 2;
#X connect 3 0 2 0;
#X connect 5 0 0 0;
#X connect 6 0 1 0;
#X connect 7 0 4 1;
#X connect 8 0 4 0;
#X restore 103 253 pd senVal2cursor;
#X obj 276 179 s Xblob;
#X obj 347 179 s Yblob;
#X floatatom 347 161 5 0 0 0 - - -;
#X floatatom 276 161 5 0 0 0 - - -;
#X text 280 -39 filtre bleu;
#X connect 0 0 8 0;
#X connect 1 0 8 0;
#X connect 2 0 21 0;
#X connect 3 0 5 1;
#X connect 4 0 5 0;
#X connect 8 0 9 0;
#X connect 9 0 2 0;
#X connect 11 0 10 0;
#X connect 12 0 19 0;
#X connect 13 0 12 2;
#X connect 14 0 13 0;
#X connect 15 0 17 0;
#X connect 16 0 18 0;
#X connect 17 0 13 0;
#X connect 17 1 13 1;
#X connect 18 0 13 0;
#X connect 18 1 13 2;
#X connect 19 0 26 0;
#X connect 20 0 19 1;
#X connect 21 0 12 0;
#X connect 22 0 21 0;
#X connect 23 0 21 1;
#X connect 24 0 25 0;
#X connect 25 0 23 0;
#X connect 26 0 11 0;
#X connect 26 1 36 0;
#X connect 26 2 35 0;
#X connect 26 3 30 0;
#X connect 27 0 19 1;
#X connect 28 0 13 0;
#X connect 31 0 32 0;
#X connect 35 0 34 0;
#X connect 36 0 33 0;

gem21

Paralelo aos estudos e hacking no microscópio, estou pegando pesado nas coisas mais teóricas de computação musical. Vai chegar um momento que essas linhas de pesquisa irão convergir e de repente pode sair alguma coisa integrada.

Se alguem encarar a correria, manda um retorno…

pesquisas.doismiledez

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o primeiro post de 2010 demorou pra sair, começo de ano sempre rola outras correrias e movimentos, principalmente aqui pela terra do tubarão, onde o carnaval bate na porta dia primeiro.

pois bem, fora o carnaval, o que tenho feito até o momento é afinar as pesquisas pra 2010, conversando com pessoas de outras áreas interessadas em tecnologia interativa, procurando livros, pesquisando hardware, escrevendo editais de pesquisa e outras coisas mais.

iluminado

o projeto iluminado, agora com um blog específico, parou nos estudos de movimento utilizando o pdp_ctrack (objeto de tracking do pdp), estudamos os  x e y resultante e verificamos que há possibilidades de aprofundar os estudos ali. As atividades estão paradas  por conta do carnaval. ta praticamente impossível chegar na fábrica do carnaval. todo mundo lá, fazendo as alegorias das ladeiras de olinda. vamos deixar passar as festividades para voltar.

lab[oca]

laboca é um projeto que está nascendo como uma proposta de promover estudos aprofundados sobre computação e artes. Jarbas Jácome, Jeraman e eu estamos a frente desse projeto. Subimos um wiki e já temos uma oficina planejada para final de março. A ideia é estudar conceitos da computação e aplica-la em trabalhos relacionados com artes integradas (dança, música, teatro, performances, intervenções, instalações). Depois tem mais novidades.

sensores sem fio

estive procurando soluções para mapeamento de corpo e análise de movimento através de sensores de presença, distancia, temperatura, capturas sonoras, utilizando hardwares sem fio para facilitar a movimentação e transposição de sensores pelo espaço. Uma solução interessante seria utilizando o Arduino com a tecnologia ZigBee com o módulo Xbee. Outra idéia seria utilizar o Lilypad com xbee. Mais pra frente publico alguns testes.

hackteria

participei de um workshop no piksel09 sobre como transformar sua webcam num microscópio DIY com o pessoal do hackteria. Estou montando uns microscópio aqui para estudar os movimento das bacterias e virus e fazer alguma relação com produção de sintese sonora.

alsa

recentemente comprei uma placa m-audio fast track pro e até agora não consegui compilar a placa para utilizar as 4 saídas e as 4 entradas. Tente esta solução do alsa mas não deu certo. Agora entrei na lista de discussão alsa-user e estou lá aguardando respostas.

computer-music

este ano, decidi me aprofundar nos estudos de computer music aliado aos estudos do pure-data. Estou pesquisando alguns livros para iniciar um planejamento de estudo para tentar convegir para uma pesquisa de mestrado… Curtis Road, Eduardo Reck Miranda, Miller Puckette. Na parte de Pure-Data, estou focado mais no estudo da linguagem e síntese de audio.

fluxbox_máquinas velhas

como nunca tive uma boa máquina para trabalhar e como estou sofrendo com falta de processamento para realizar testes e produção de patches e interfaces, estou procurando diminuir os gastos com o ambiente gráfico. O Fluxbox, acho que o ambiente gráfico do linux mais enxuto que existe, parece que vai resolver meu problema. Estou lendo este artigo básico e achando que ta melhorando tudo. Também estou pesquisando esta solução para máquinas velhas de telecentro. Uma oficina de fluxbox não seria nada mal…

o ano começou nesse ritmo…

o carnaval tem ajudado,

só espero concluir alguma coisa do que listei :)

fabr1ca iluminad0

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…. a Fábrica do Carnaval em Olinda virou canteiro de tecno-OBRA.

estrutura

Durante as manhãs desse verão, eu e parceiros do Ponto de Cultura Alafin Oyo estamos empenhados no desenvolvimento de um instrumento didático que conecta a ancestralidade dos ilús com as tecnologias faça-você-mesmo dos hardwares e softwares livre. O projeto ILUMINADO, aprovado nas Interações Estéticas da Funarte em 2009, é uma pesquisa para adaptar o instrumento ilú (instrumento de percusão de rituais de matriz africana) para reconhecer gestos e movimentos e transforma-los em novas sonoridades e timbres, funcionando como uma interface controladora. O projeto é baseado no trabalho do Jaime Oliver, que desenvolveu o projeto Silent Construtcion. Os trabalhos estão acontecendo dentro da fábrica de carnaval de Olinda, antigo galpão de depósito uma grande empresa.

Nas primeiras semanas, estudamos a estrutura do ilú e pesquisamos o material ideal para construir a estrutura do instrumento. Decidimos fazer a estrutura de ferro, o bojo com um material parecido com acrílico transparente para que a câmera capture os movimentos quando pressionada a pele de elástico. Também construimos um tripé metareciclado, aproveitando alguns materiais que estavam no lixo. Ainda não vimos qual o elástico ideal para a pele.

Paralelo à construção, montamos uma estação multimídia para começar a estudar hardware e software livre para desenvolver o programa que vai reconhecer toda interface. Instalamos o Ubuntu 9.04, configuramos toda parte dos source.list e botamos os pacotes multimídia clássicos. Neste projeto, vamos desenvolver toda estrutura lógica utilizando o pure-data extended e talvez alguma outra biblioteca externa. A câmera do PS3 será a responsável pela captura dos movimentos, enquanto um Arduino e um metaTeclado serão feitos de pedais e sensores para efeitos. Nesta semana, configuramos e testamos a câmera do PS3 seguindo este tutorial indicado pelo Jaime.

O calor ta grande mas os estudos estão apenas começando. A proposta é que depois que instrumento estiver mais afinado, aconteçam performances com ele e também sirva de material de estudos para quem quiser se aprofundar em música, tecnologia livre, arte. Vou documentando as atualizações por aqui e espero trazer mais novidades e avanços.

saúde;

residência: panetone <-> brazileiro

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opa.

final de outubro, recebi Cristiano Rosa aka Panetone para uma semana de imersão low tech e troca de experiência em hardware e software livre.

passamos a semana inteira dedicados a apresentar as pesquisas e as práticas de desenvolvimento de interfaces/instrumentos/códigos utilizando componentes eletrônicos de baixa potência, circuitos integrados.

a maioria dos objetos construídos saíram de um processo de produção artesanal em bits e volts. construindo os objetos sem deixar de olhar  e entender uma metodologia mais poética da tecnologia.

os estudos  foram nas relações entre os chip’s, os softwares e hardwares livre de intervenção multimídia (arduino + pure-data) e objetos orgânicos (limão, enzima dos corpos, salivas) e como esses elementos poderiam se conectar de forma criativa. quando o  processo de experimentação é aberto, as práticas fluem mais e o resultado é cada vez mais intenso.

bancada de produção

bancada

cortina_piezo - cortina que captura frequência de rádio e faz um scratch quando o vento bate.

cortina_piezo

limão_tv_arduino_connect -> limão conectado no arduino como potênciometro e controlando pitch de um simple synth ligado numa tv de 12 polegadas.

limao_tv

graffita_chip - graffite controlando o timbre e frequência do chip 40106

graffita

set_panetone_brazileiro - instrumentos conectados.

set_instrumentos

veja mais imagens

ekp - metáforas e orquestras do seu cerne

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“…metáforas das possibilidades de construção de sonoridades eletrônicas a partir do Kernel (núcleo) de qualquer sistema operacional.” VitoriaMario.

ekp_divulgacao

O Emotional Kernel Panic nasceu de um experimento acidental de tocar sons a partir de comandos de controle do sistema operacional Linux, arquivos de configurações, textos, poesias, algoritmos, com o objetivo romântico de sentimentalizar as operações binárias do Kernel e tirar o peso abstrato das operações e transforma-las em composições musicais, rítmicas e com a magia da matrix que contém dentro do núcleo do sistema operacional. Entre as sonoridades tocadas, o dmesg > /dev/dsp se mostrou ao longo dos experimentos como um dos riff’s principais, que elabora o sistema tocando a sua relação com os hardwares da máquina.

A pesquisa foi ganhando forma e corpo, desde aprimorar os estudos da tocata em tempo-real,  a inserção de composições de imagens, até o desenvolvimento de uma Interface no Pure-Data que monta uma Orquestra que é regida pelo próprio Kernel, com os impulsos sendo gerados pelo usuário ou pelo próprio sistema, numa relação inter-pessoal e subjetiva entre a máquina e a orquestra.

O projeto também se configura como uma performance-manifesto, na qual é montada uma orquestra em tempo-real que toca todos os elementos possíveis do  Kernel, imagens, poesias, textos e sinteses sonoras do pure-data, enquanto o julgamento de Alan Turing é lido e sintetizado pelo próprio Kernel.

ekp_performance_sp_menor

(imagem da performance em São Paulo, no pdCon. Renato fabbri, ricardo brazileiro e ana flávia)

Parte dessa pesquisa tem relação com a vida e obra do matemático e filósofo inglês,  Alan Turing, que após refutar um problema de decisão Entscheidungsproblem, desenvolveu uma máquina artística e abstrata que calcula todas as possibilidades de uma ação ser computável. Parte de seus estudos foram de extrema importância para o desenvolvimento de algoritmos que possibilitaram o desenvolvimento de computadores pessoais. Homossexual, foi condenado pelo governo britânico à tomar hormônios, consequentemente, o pai do kernel se suicidou com uma maçã envenenada. Algumas sonoridades retiradas do emotional kernel panic são parte de seu julgamento.

Os próximos avanços do projeto estão em trabalhar mais a composição ao vivo da orquestra, tocar desenhos que são transformados em ASCII direto na placa, melhorar o patch para aprender alguns riffs, conectar o objeto com outras instâncias do Pure Data e escrever um artigo mais completo sobre a experiência.

” dmesg > /dev/dsp , o shell cuspiu um pedaço de $%(%)#$(#(@*#)(%0-000101010101010″

papelão sequencer amplificado

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papelaoseq_3

baseado no projeto simple sequencer do Sebastian Tomczak e nas documentações de Lúcio de Araújo, passei alguns dias montando um simples sequenciador amplificado com os chip’s 4051, 4040 e 40106, dentro de um papelão. montei o projeto na protoboard pra deixa-lo como protótipo, deixando aberto para outras experimentações.

os chips:

o 4051 é responsável pelo mecanismo de chaveamento que passa pelas resistências montadas de modo escalar, que definem as frequências do oscilador para as saídas de áudio.

O 4040 cria múltiplos pulsos de controle para o oscilator em divisões binárias de frequências.

O 40106 gera dois osciladores (controle e saída de áudio).

O lm368 para montar o mini amp. (vide esquema)

o mapa:

picture_1

conectando o pure-data

pensando em convergir o projeto para conectar com o pure-data e relacionar outras sonoridades no mesmo bit do sequencer, coloquei um led de alta potência na saída do 4051 e apontei para um fotosensor (ldr) que está ligado no arduino e enviando sinais para um patch com alguns samples de bateria. coloquei também mais dois potênciometros para controlar mais efeitos no pure-data e deixar a interface mais interativa.

papelaoseq_6

papelaoseq_5

escute uma amostra do sequencer em ação.

componentes:

01 - 4051 - 8 para 1 mux - demux
01 - 4040 - 12 estágios de contagem binária
01 - 40106 - inversor hex (oscilador)
01 - lm386 amplificador
08 - 22kΩ resistores
02 - 1kΩ potentiômetros
01 - 100uF capacitor eletrolítico
01 - 10uF capacitor eletrolítico
01 - 0.1uF capacitor eletrolítico
01 - 56nF capacitor cerâmico (acho que pode qualquer um)
01 - bateria 9v
01 - jack de bateria
01 - falante
11 - jack liga/desliga
03 - potenciometros 10k
02 - ldr (fotosensor)
01 - led azul forte
02 - protoboard

logo mais vou subir mais amostras de som e outras variações do sequencer,

até.

emotionalKernelPanic(_01) hardcode

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Filed under pesquisas

ekp_01

vou começar a dissecar o projeto emotional kernel panic aqui no blog.

pretendo apresentar todos os passos do projeto, desde as primeiras conversas até o patch do pure-data que foi desenvolvido e também a situação atual da pesquisa.

nessa sessão, vou falar dos primeiros dev/dsp e de tocadas hardcode.

_tocando sem parar

depois de algumas horas conversando sobre possibilidades de capturar emoções do sistema operacional, junto com os camaradas renato fabbri e machado, começamos a investigar algumas possibilidades de construção de som utilizando textos direto pra placa de som.

as primeiras composições foram tocando o xorg.conf e o clássico dmesg

o jeito de tocar é o mais brutal possível, ou seja, mandando todo conteúdo de um arquivo direto pro estômago da placa de som.

**** cuidado com os caixas de som, é melhor deixar mais baixo e ajustar aos poucos:

dmesg > /dev/dsp

tocando o buffer do kernel

cat /etc/X11/xorg.conf > /dev/dsp

tocando a conf da placa de vídeo

cat texto > /dev/dsp

tocando qualquer texto

cat /etc/X11/xorg.conf > /dev/dsp && dmesg > /dev/dsp

tocando duas frases juntas

daí já viu, horas, horas, horas, horas tocando arquivos de textos e mensagens de controle do sistema operacional.

tocar o kernel, vomitar as suas sensações enquanto escrevemos uma poesia, um algorítmo.

_investigando composições

depois de alguns dias tocando sem parar os hardcode, comecei a investigar possibilidades de construir composições desenhando direto num editor de texto do terminal. A partir dessa pesquisa, comecei a notar que todos os elementos do texto influenciavam no timbre, desde a letra usada até a sua forma dentro do texto.

$ vi impressoramatricial.txt

vou
comprar
uma impressora
matricial para
tocar um hardcore brutal

vou
comprar
uma impressora
matricial para
tocar um hardcore brutal

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:wq!

$ cat impressoramatricial.txt > /dev/dsp

_tocando em loop

o processo de pesquisa foi costurando outras idéias e surgiram necessidades de estudar mais o bashshell-script para melhorar as composições e ter mais autonomia nas tocadas.

o comando que abriu caminhos foi o while que deixou a tocada menos rígida, possibilitando novas harmonias e tempos.

loop infinito até você parar

while [ 1 ] ; do dmesg > /dev/dsp ; done

while [ 1 ] ; do cat /etc/X11/xorg.conf > /dev/dsp ; done

mistura tudo:

while [ 1 ] ; do cat /etc/X11/xorg.conf > /dev/dsp && dmesg > /dev/dsp ; done

também é possível tocar o arquivo de texto que produzimos:

while [ 1 ] ; do cat impressoramatricial.txt > /dev/dsp ; done

_hard-live-coding

o pulo pra fazer o live coding é simplesmente você abrir numa aba do terminal o while e na outra o editor de texto com o arquivo da composição. alterando o texto e salvando, o som mudará.

o projeto emotionalKernelPanic começou mais ou menos dessa forma.

depois disso, comecei a elaborar um patch no pure-data para abstrair a parte de código e possibilitar uma tocada mais conceitual utilizando qualquer ação do usuário, desde o mexer do mouse até edição de imagens.

nos próximos posts vou mostrar como funciona o patch e como utiliza-lo para fazer a orquestra do seu kernel, como uma conversa particular, você e sua máquina.