Category Archives: projetos

hacking câmera ps3eye infravermelho

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Recentemente começamos a produção de um dispositivo específico para o projeto de arte da artista Zzui Ferreira, de Fortaleza. A proposta é elaborar um aparato capaz de capturar traços de desenhos e registrar em uma timeline digital para ser utilizada em performances e intervenções específicas do projeto. Este dispositivo também será elaborado para gerar diferentes texturas visuais dependendo de informações específicas do ambiente.

aparato_zzuiredimensionado2

Para a primeira fase, foi necessário hackear uma câmera do Playstation 3 para transforma-la numa câmera infravermelho.

Segue o tutorial:

a primeira etapa é abrir a câmera:

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e desparafusa-la toda:

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depois precisa forçar pelas bordas para retirar a sua capa:

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depois de aberta, precisa retirar outros parafusos para acessar a lente:

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depois de retirar a lente, é preciso forçar para retirar a lente de luz visível:

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depois de abrir, é necessário colocar um filtro de infravermelho. filme queimado é a melhor solução.

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depois de colocar o filtro, agora é só fechar a câmera e ligar para verificar se o filtro funcionou.

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a câmera agora só enxerga luz de fonte infravermelho, tanto do sol quanto de leds específicos.

Esse hacking serve para qualquer projeto de mesa multitoque e tracking com infravermelho.

A próxima etapa do projeto é produzir um pequeno emissor de luz infravermelho para ser acoplado numa caneta. Além disso, também será desenvolvido um software para tracking dos desenhos.

Em breve mais notícias.

Agradecimentos especiais para ArmandinhoReggae ajudou na produção.

3c0 ecosistema do sensitivo

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“o planeta terra vive um período de intensas transformações técnico-científicas, em contrapartida das quais engendram-se fenômenos de desequilíbrios ecológicos que, se não forem remediados, no limite, ameaçam a vida em sua superfície. o que está em questão é a maneira de viver daqui em diante sobre o planeta, enriquecendo os modos de vida, reinventando o meio ambiente e fortalencendo a sensibilidade através de aparatos que dialogam com o técnico, o sensível e o natural.

Felix Guatarri Remix

3c0 é uma intervenção urbana interativa que coleta dados ambientais em tempo-real e atua de forma a construir um ecosistema híbrido que reage com as intensidades do cotidiano urbano.

as reações são acopladas em servos motores que acionam guarda-chuvas equipados com sensores analógicos e digitais capazes de sentir informações como temperatura, intensidade de luz e ruídos, sinais sonoros, gases e poluição.

a cada variação no ambiente, seja por efeito humano ou da natureza, excita o aparato a provocar dilatações e contrações na sua estrutura, dependendo da potência do desvio ambiental.

esta intervenção aconteceu no mês de Julho de 2011 no parque Ruber Van Der Linden, durante o Festival de Inverno de Garanhuns-PE. Nas próximas semanas, os guarda-chuvas circularão por outras cidades do Nordeste, com possibilidades de conexões com o servidor para troca de dados em rede.

lab cotidiano: IMERSom Coque!

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(este post também foi publicado no blog do projeto cotidiano sensitivo)

Durante três semanas, entre o final de Maio e início de Julho, eu e Ruiz estivemos no Coque, em Recife, para realizar um laboratório do cotidiano sensitivo junto com o pessoal da comunidade. IMERSom (nome da oficina) foi só o mote para atiçar e argumentar sobre as diversas ciências que estávamos instigados a investir no lab. A proposta foi utilizar conhecimentos de propriedades sonoras, tecnológicas, religiosas e subjetivas para construir um dispositivo móvel que tivesse uma funcionalidade pra comunidade, que fosse a cara deles.

Na primeira semana, conversamos e praticamos diversas experiências, como estudar mais sobre a história de Quinha do Tamburete, construir um instrumento que fosse possível “tira o som da alma” (LM386+Fios) e pesquisar sobre dispositivos móveis, pedindo para que eles desenvolvessem um aparato novo, deles.

Essa pesquisa continuou na semana seguinte, onde começamos a estudar mais a possibilidade de montar um dispositivo para registrar as histórias (estórias) das pessoas da comunidade, um aparato que fosse capaz de circular pelas ruas do Coque e convidar as pessoas para sentarem e contarem um momento ou falarem sobre alguma coisa. E o dispositivo tinha que ter a cara do Coque, ser algo que as pessoas se representassem nele.

E esse algo foi a Casa. O lugar da familia, onde as pessoas celebram o dia-a-dia.

Como fonte de inspiração, seguimos a mesma “metodologia da falta” que dona Quinha leva no seu dia-a-dia, procuramos todos os materiais reciclados (de madeira até sensores de baixo custo) para produzir uma Casa que fosse capaz de registrar momentos e histórias de anônimos que vivem na comunidade.

e assim foi…

ajustando a casa….

webcam, Sensores de luz, temperatura, arduino.

E aí, levamos nosso dispositivo para a rua, para fazer funcionar todo o sistema de gravação feito no Pd e Arduino (inicia quando toca no teto e desliga quando bate palmas) e mostrar para as pessoas que, mesmo com todos os problemas do cotidiano, é possível desenvolver projetos de forma criativa e coletiva na comunidade…

pessoal erguendo mais um laboratório brasileiro de interatividade e criatividade pelas pontas.

ajustando detalhes técnicos….

e o tamburete de Quinha também faz parte do dispositivo…

depois de colocar na rua, não deu outra, várias histórias, vários contos… elaboramos algumas perguntas clássicas (Onze Unidos ou Mocidade? O Coque é bom? Por quê? Como é sua vida no Coque?….) que ficaram penduradas no tamburete para as pessoas responderem, mas outras histórias vieram juntas. E foi isso que mais interessou, as pessoas se sentiram à vontade para falarem para a Casa, de se doarem ali na frente do dispositivo e se expressarem, sabendo que aquelas imagens iriam chegar em algum lugar.

e não foram poucos momentos…

(imagem capturada pelo dispositivo)

(imagem capturada pelo dispositivo)

(imagem capturada pelo dispositivo)

(imagem capturada pelo dispositivo)

e mais momentos de se lembrar por muito tempo…

Em breve esse registro estará dentro da plataforma do cotidiano sensitivo, como uma memória viva do que aconteceu e o que anda acontecendo pelo Coque.