olá,
na quinta-feira(20) rolou o workshop do Navalha, projeto de glerm que é um objeto para edição não linear de samples no pure-data. Apesar das poucas pessoas, quem estava lá, prestaram bem atenção nas infinitas possibilidades de interações com outros objetos e instrumentos. Um grande problema é que não tem como fazer um workshop de 2 horas pra falar de um projeto de mais de anos de estudo, fica impraticável mostrar tudo do jeito que merece ser mostrado. A solução pra isso é fazer imersões longas, 1 mês, 2 mêses…

ontem rolou a apresentação do MSST - Movimento dos Sem Satélite - aqui no Piksel Festival. a performance aconteceu no meio do Tarnsalen, um salão dentro do BergenKunstMuseum. Montamos uma mesa-estilo-hacklab, cheio de instrumentos diy, patches, circuit bending, cameras, microfones… com aquele velho desapego estético de palco e de showroom.

Um dia antes da performance, estávamos planejando o que fazer pra que esse momento fluisse da mesma forma como fluem nossas práticas e entendimento sobre toda essa tecnocracia. Glerm e Luca encontraram uma palavra pra resumi o sentimento disso: ENOUGH! CHEGA! BASTA!

a performance começou com uma transmissão de rádio de comandos do shell, depois continuou com uma leitura em 4 linguas do manifesto acompanhadas por instrumentos diy que tocavam sinteses analógicas de baixo, informações de cpu, da rede, osciladores e phasers. Além disso, várias pessoas participaram remotamente da performance pelo canal #msst no irc.freenode.org. uma projeção direta do canal do IRC para todos verem que não era só a gente que estava alí, que tinha um bando em volta. A performance não tinha nenhum efeito visual pós-moderno, tinha muito feeling dentro de cada passo, de cada grito, de cada noise, de cada mensagem.
a performance do msst aqui no piksel também foi uma homenagem ao grande dpádua, hacker e sem satélite que nos deixou um legado importante nessa nossa marcha.
baixe aqui o vídeo da performance. valeu a valentina e lucia do giss.tv pela edição.
logo mais escrevo sobre as outras performances que vi por aqui,
ví algumas coisas bem massa.
té mais.