Tag: mimoSa

cotidiano/correria

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olá, passei alguns dias sem postar por aqui por conta da correria desses meses.

vou escreve alguns projetos em andamento:

#emotionalKernelPanic
estou construindo um patch no pure-data que mapeia o Kernel, capturando informações dos processos, da CPU e do uso da memória. Esses dados são usados para controlar uma mandala com as emoções do Kernel e alguns sintetizadores. Este projeto vai ser apresentado no pdCon09 (Convenção Internacional de Pure-Data, em Julho, SP).

#infojovem
estou coordenando a construção de um portal para informações juvenis em parceria com a Universidade da Juventude. O portal será em Wordpress. O lançamento será em Julho.

#planoMultimidia
estamos iniciando as cotações para comprar os materiais para os laboratórios multimídia das Casas Brasil de Pernambuco.

#FISL_e/ou
to querendo ir no FISL este ano pra  montar um espaço para discutir métodos computacionais criativos e metodologias de uso do laboratório multimídia.  depois do FISL acho que vou subir para Curitiba, passar alguns dias com a orquestra organismo.

#oficina mimoSa
em Julho(14,15,16) vou mediar uma oficina de mimoSa no 47° Salão de Artes Plásticas de Pernambuco.

aos poucos vou documentando esses projetos por aqui.

correria é pouco, que bom.

:)

manequim-ciborgue

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Filed under blog, metareciclagem

seu fabio, maluco de Olinda que brinca com hardwares e tecnologias mortas, desenvolveu um manequim-ciborgue numa oficina de metareciclagem no centro cultural piollin, na paraíba.

além de trabalhar a desconstrução, a mimoSa-manequim mergulha num corpo-sem-orgãos e convida os envolvidos a se (re)conhecerem e entenderem a tecnologia como extensão do nosso corpo.

dsc_0050

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mimoSa em Cuba

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por Tati Wells:

“Em setembro de 2008 passei quase 40 dias em Cuba. A minha primeira noite foi na casa de Liz & Jac que conheci através do projeto desislaciones. Foi nessa casa que tive os primeiros contatos com a realidade de Cuba. No dia seguinte à minha chegada, ao passear com Jac no Malecón, um guarda nos pára pedindo identificação. A noite já não podia mais dormir em sua casa pois havia perigo de aparecer alguma força policial atrás deles e de mim, já que receber visita na casa de um cubano é ilegal, mesmo um parente. Foi nesse incidente inicial que percebi a bolha em que estava, a paradoxal Cuba, terra de revolução e de vigilância, de utopismos e controle social, de comunismo e ilegalidade, de analfabetismo proibido, casa para todos, cultura de ponta e crise alimentar.

Durante a convivência com Liz & Jac também fiquei sabendo da censura à trabalhos e conversamos sobre a dificuldade de uma colaboração sobre arte e tecnologia em um contexto tecnológico praticamente inexistente - onde peças são caríssimas e impossívels de achar (se você não pede a alguém que venha de fora sujeitando-se a pagar as altíssimas taxas alfandegárias e tendo como

risco a perda do mesmo). Justamente por esta razão, não instalamos linux na mimosinha que tinham em casa, não havia memória suficiente. A internet é proibida nas casas pessoais e apenas 3 ou 4 espaços públicos em toda cidade de Havana dispõem do caríssimo acesso (por volta de 7 dolares a hora por uma conexão lentíssima). Todos os meios de comunicação são estatais e pertencem ao Partido Comunista, jornais culturais alternativos duram no máximo 2 anos (como uma experiência de suplemento artístico que Jac e Liz fizeram) e a comunicação por computadores se resume a uma grande Intranet de e-mails compartilhados por professores, educadores, médicos etc, que dividem algumas informações previamente escolhidas pelo “grande servidor”.

Em uma oficina de 3 dias e mais outros esforços pessoais em diferentes espaços e ocasiões, fizemos uma proposta de projeto em comum, que une a obsolescência tecnológica brasileira que a cada ano renova sua imensa máquina estatal por exemplo, à expertise dos recicladores cubanos (cacharreros) que re-aproveitam todo material existente, preservando maquinário, móveis e residências centenárias em meio à precariedade de suas condições. O trabalho em software livre realizado por brasileiros e
brasileiras também têm muito a contribuir com o contexto contra-hegemônico cubano. Vamos ver se é possível dar continuidade à colaboração. Idéias são mais do que bem-vindas!”
tatiw@riseup.net
http://www.mimosa.midiatatica.info/

Mais fotos y videos em
http://midiatatica.info/desislaciones_brasil_cuba.html