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MOSCA

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mosca_recife

O metrobang (aka subtraiVinil) vai passar um mês no memorial chico science.

Nesta versão da instalação, eu estou experimentando outras análises no sinal do vinil, como variação das frequências mais altas e mais calmas, relação entre os pitches cru e cozido e esculpindo ruído branco com as frequências da agulha.

Depois da instalação, a obra segue pro FILE.

bailux é tecnomagia

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botando as coisas no seu devido lugar.

tudo de todos!

brinquedos dilacerados

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No sábado(10) aconteceu a abertura da Semana Virtuosa da casa 270, do artista plástico Adones Valença, em Belo Jardim-PE. Ele me convidou para fazer a trilha sonora da exposição, pensando numa invervenção sonora que sincronizasse o ambiente e as pessoas que estariam presentes, pensando em instrumentos não-convencionais, artesanais e de fácil manipulação.

Preparei uma mesa com alguns instrumentos “faça-você-mesmo” que trabalhei durante este ano e deixei expostos para experimentações dos visitantes. O trabalho montado foi um patch do Pure-Data que interpretava as frequencias de uma cabaça adaptada com piezo e o iluminado transformando em tempo-real as frequências em sínteses, alterando pitch, frequencia e delay com o toque na pele do ilu. Também tinha alguns instrumentos artesanais expostos: um sequenciador que reproduzia os batimentos cardíagos, um synth tone no arduino reproduzindo os barulhos de emergência, um hd de notebook quebrado reproduzindo um grave de surdo e um rádio sem sintonia, procurando o que fazer…

O resultado das gravações coletivas foram 3 faixas de áudio que se transformou numa paisagem sonora que está servindo como trilha da exposição.

Abaixo algumas imagens da exposição e da intervenção sonora.

quadros

quadros02

quadros03

mesa03

mesa_01

mesa02

Download das trilhas 1 e 2

metrobang - vinil adaptado

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METROBANG  é uma instalação que captura e resignifica as frequencias e ruídos de um toca disco, traduzindo as informações numa sequência de sínteses de baixo e síntese granular. Os toca-discos - equipamentos popularizados na década de 70 - foi adaptado com eletropiezos para capturar os sons da agulha e processar o sinal de audio utilizando o software livre Pure-Data. Os dados são analisados em tempo-real e transformados numa composição não-linear reajustando partes do disco tocado. Os usuários interagem com a instalação alterando as frequências, velocidade, volume, pitch e outros efeitos com o toque no instrumento e na troca dos discos. As frequências  são mostradas no formato ASCII no shell de um terminal Linux.

———————————

English version:

METROBANG  is a sound instalation that captures and reframes the frequencies and noise from vinyl records and translates the information into a sequence of synthesis of low and granular synthesis. The turntable - equipment popularized in the ’70s - was adapted with a electropiezo to capture sounds from the needle and process audio signals in the free software Pure-Data. The data are processed in real time and transformed into a sound non-linear readjust the parts of the disc played. The User interacts with the frequency, changing speed, volume, pitch and other effects with the touch of the instrument and the exchange of disks. The frequencies of the disc are displayed in ASCII format on the computer terminal.

download do audio.

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vinilbass01

vinilbass02

vinilbass03

vinilbass04

laboCA - computação e artes

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LaboCA é um projeto de laboratórios nômades, idealizado por Jarbas Jácome, Jeraman e Ricardo Brazileiro, com o objetivo de ensinar e pesquisar sobre o uso da ciência da computação para fins artísticos. Ao final de cada laboratório, a proposta é de termos como resultado objetos de arte de natureza computacional, isto é, softwares e/ou hardwares, produzidos coletivamente pelos participantes com uma direcionamento criativo, seja no acesso, na linguagem etc.

Principais assuntos a serem estudados no laboratório
- Introdução ao universo da arte-computação
- Introdução à programação de softwares usando Processing
- Introdução à programação de hardware usando Arduino
- Introdução ao processamento de som e imagem em tempo real usando
Pure Data/GEM

Vai acontecer um laboCA na Semana Chico Science Propagando, de 22 a 26 de março,  são 18 vagas, mais informações aqui.

semana-chico-science-propagando1

microscópio diy: bactéria hacking

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No final de novembro de 2009, participei com @glerm e @husk do workshop bioelectronix for artist no piksel festival sobre como transformar uma webcam num microscópio. Tinha chegado tarde na oficina mas tinha percebido que não era tão complicado pra fazer o hacking na câmera. Achei interessante a idéia de estudar movimentos microscópicos e transformar células e bacterias em objeto de fonte sonora, variavel para efeitos de vídeo etc

workshop_bergen

(workshop em Bergen/Norway)

Três meses depois comecei a experimentar e criar um microscópio de uma webcam velha que tinha jogada aqui. Os passos não são dificeis.

  1. Primeiro você tem que abri a webcam e tirar o chip com a lente.
  2. Depois disso é só abrir a lente e inverter sua posição, ou seja, pegar o filtro de luz visível que fica em contato com o sensor do chip e inverter com a lente, botando de cabeça pra baixo. Com isso a webcam vai buscar as imagens no infinito, sendo a parte interna a lente “ocular” e a externa “objetiva”.
  3. O terceiro passo é arrumar umas lâminas transparentes, uma seringa com agulha e uma luz pra colocar em cima da lâmina. A parte mais dificil é encontrar a melhor distância entre a lente, a lâmina e a luz. Isso será determinante pra você consegui enxergar seres microscópicos.

microdiy

(microscópio diy adaptado com caixas de madeira e 4 coroas norueguesas)

(estrutura com lego, ficou bacana pela regulagem da profundidade)

Não tem mistério. Abra a câmera normalmente utilizando seu programa favorito (pd, vlc, mplayer…) e veja as células e bacterias se movimentando pela lâmina.

Estou começando alguns estudos para implementar algo com esses movimentos de células, bactérias. Tentei abri a webcam utilizando o pdp_ctrack no pure-data mas estava travando o patch, acho que com erro de profundidade na imagem (pdp_v4l2: unsupported color model). Procurei solução com o Gem e parece que a mistura de pix_background com pix_blob faz o reconhecimento dos movimentos e calcular o centro de gravidade da imagem. Tem também o objeto pix_movement mas não testei ainda.

patch

(patch com objetos para capturar os movimentos, achei da lista oficial do pure-data)

#N canvas 785 167 448 492 12;
#X obj 37 -97 tgl 25 0 empty empty Gem 0 -6 0 8 -258699 -1 -1 1 1;
#X msg 73 -97 dialog;
#X obj 37 -10 pix_rgba;
#X obj 335 -103 tgl 30 0 empty empty empty 20 8 0 8 -262144 -1 -1 1
1;
#X obj 266 -93 tgl 15 0 empty empty empty 17 7 0 10 -262144 -1 -1 1
1;
#N canvas 0 0 450 300 gemwin 0;
#X obj 118 60 inlet;
#X obj 69 194 gemwin;
#X msg 69 113 create;
#X msg 85 146 destroy;
#X msg 186 148 dimen 800 600;
#X obj 118 85 sel 0 1;
#X obj 152 117 t f b;
#X obj 254 59 inlet;
#X connect 0 0 5 0;
#X connect 2 0 1 0;
#X connect 3 0 1 0;
#X connect 4 0 1 0;
#X connect 5 0 3 0;
#X connect 5 1 6 0;
#X connect 6 0 2 0;
#X connect 6 1 4 0;
#X connect 7 0 1 0;
#X restore 266 -71 pd gemwin;
#X text 336 -123 render;
#X text 264 -113 Gemwin;
#X obj 37 -68 gemhead 40;
#X obj 37 -42 pix_video;
#X obj 102 201 rectangle 5.334 4;
#X obj 102 178 pix_texture;
#X obj 102 62 pix_threshold;
#X obj 251 50 pack f f f;
#X floatatom 244 -12 5 0 0 0 - - -;
#X floatatom 278 -10 5 0 0 0 - - -;
#X floatatom 312 -9 5 0 0 0 - - -;
#X obj 255 11 t b f;
#X obj 297 12 t b f;
#X obj 102 117 pix_threshold;
#X floatatom 152 95 5 0 0 0 - - -;
#X obj 102 26 pix_background;
#X msg 123 -49 reset;
#X msg 175 -26 \$1 \$1 \$1;
#X msg 175 -61 0.5;
#X floatatom 175 -42 5 0 0 0 - - -;
#X obj 102 144 pix_blob 3;
#X msg 212 91 0.86;
#X msg 371 -12 1 1 0;
#X text 259 92 filtre bleu;
#X floatatom 220 148 5 0 0 0 - - -;
#X obj 103 234 tgl 15 0 empty empty empty 0 -6 0 8 -262144 -1 -1 0
1;
#N canvas 415 240 288 328 senVal2cursor 0;
#X obj 78 120 - 0.5;
#X obj 187 99 - 0.5;
#X obj 136 98 tgl 15 0 empty empty empty 0 -6 0 8 -262144 -1 -1 0 1
;
#X obj 136 76 inlet;
#N canvas 708 87 235 408 cursor 0;
#X obj 52 213 alpha;
#X floatatom 155 116 5 0 0 0 - - -;
#X obj 92 75 inlet;
#X obj 126 75 inlet;
#X floatatom 109 122 5 0 0 0 - - -;
#X obj 52 157 translateXYZ;
#X floatatom 126 190 5 0 0 0 - - -;
#X obj 52 188 rotateXYZ;
#X obj 52 326 color;
#X obj 86 245 vsl 8 50 0 1 0 0 empty empty empty 0 -8 0 8 -258699 -1
-1 0 1;
#X obj 94 245 vsl 8 50 0 1 0 0 empty empty empty 0 -8 0 8 -24198 -1
-1 0 1;
#X obj 102 245 vsl 8 50 0 1 0 0 empty empty empty 0 -8 0 8 -355 -1
-1 0 1;
#X obj 110 245 vsl 8 50 0 1 0 0 empty empty empty 0 -8 0 8 -195568
-1 -1 0 1;
#N canvas 0 22 452 302 color 0;
#X obj 44 212 pack f f f f;
#X msg 44 236 \$1 \$2 \$3 \$4;
#X obj 26 145 bng 15 250 50 0 empty empty empty 0 -6 0 8 -262144 -1
-1;
#X obj 41 144 t b f;
#X obj 41 35 vsl 8 50 0 1 0 0 empty empty empty 0 -8 0 8 -258699 -1
-1 0 1;
#X obj 49 35 vsl 8 50 0 1 0 0 empty empty empty 0 -8 0 8 -24198 -1
-1 0 1;
#X obj 57 35 vsl 8 50 0 1 0 0 empty empty empty 0 -8 0 8 -355 -1 -1
0 1;
#X obj 65 35 vsl 8 50 0 1 0 0 empty empty empty 0 -8 0 8 -195568 -1
-1 0 1;
#X obj 63 167 t b f;
#X obj 86 189 t b f;
#X floatatom 77 86 5 0 0 0 - - -;
#X floatatom 67 101 5 0 0 0 - - -;
#X floatatom 53 115 5 0 0 0 - - -;
#X floatatom 35 129 5 0 0 0 - - -;
#X obj 17 7 inlet;
#X obj 52 7 inlet;
#X obj 87 7 inlet;
#X obj 122 8 inlet;
#X obj 44 261 outlet;
#X connect 0 0 1 0;
#X connect 1 0 18 0;
#X connect 2 0 0 0;
#X connect 3 0 0 0;
#X connect 3 1 0 1;
#X connect 4 0 0 0;
#X connect 4 0 13 0;
#X connect 5 0 3 0;
#X connect 5 0 12 0;
#X connect 6 0 8 0;
#X connect 6 0 11 0;
#X connect 7 0 9 0;
#X connect 7 0 10 0;
#X connect 8 0 0 0;
#X connect 8 1 0 2;
#X connect 9 0 0 0;
#X connect 9 1 0 3;
#X connect 14 0 4 0;
#X connect 15 0 5 0;
#X connect 16 0 6 0;
#X connect 17 0 7 0;
#X restore 142 311 pd color;
#X floatatom 92 335 5 0 0 0 - - -;
#X obj 52 95 ortho;
#X obj 52 353 circle 0.07;
#X obj 162 -2 inlet;
#X obj 52 25 tgl 15 0 empty empty empty 0 -6 0 8 -262144 -1 -1 0 1
;
#X text 52 371 cercle;
#X obj 144 273 r color;
#X floatatom 67 122 5 0 0 0 - - -;
#X obj 52 43 gemhead 45;
#X connect 0 0 8 0;
#X connect 1 0 5 3;
#X connect 2 0 5 1;
#X connect 3 0 5 2;
#X connect 4 0 5 2;
#X connect 5 0 7 0;
#X connect 6 0 7 3;
#X connect 7 0 0 0;
#X connect 8 0 16 0;
#X connect 9 0 13 0;
#X connect 10 0 13 1;
#X connect 11 0 13 2;
#X connect 12 0 13 3;
#X connect 13 0 8 1;
#X connect 14 0 16 1;
#X connect 15 0 5 0;
#X connect 17 0 18 0;
#X connect 18 0 22 0;
#X connect 20 0 8 1;
#X connect 21 0 5 1;
#X connect 22 0 15 0;
#X restore 77 177 pd cursor;
#X obj 78 75 r Xblob;
#X obj 187 73 r Yblob;
#X obj 187 119 * 8;
#X obj 77 142 * 8;
#X connect 0 0 8 0;
#X connect 1 0 7 0;
#X connect 2 0 4 2;
#X connect 3 0 2 0;
#X connect 5 0 0 0;
#X connect 6 0 1 0;
#X connect 7 0 4 1;
#X connect 8 0 4 0;
#X restore 103 253 pd senVal2cursor;
#X obj 276 179 s Xblob;
#X obj 347 179 s Yblob;
#X floatatom 347 161 5 0 0 0 - - -;
#X floatatom 276 161 5 0 0 0 - - -;
#X text 280 -39 filtre bleu;
#X connect 0 0 8 0;
#X connect 1 0 8 0;
#X connect 2 0 21 0;
#X connect 3 0 5 1;
#X connect 4 0 5 0;
#X connect 8 0 9 0;
#X connect 9 0 2 0;
#X connect 11 0 10 0;
#X connect 12 0 19 0;
#X connect 13 0 12 2;
#X connect 14 0 13 0;
#X connect 15 0 17 0;
#X connect 16 0 18 0;
#X connect 17 0 13 0;
#X connect 17 1 13 1;
#X connect 18 0 13 0;
#X connect 18 1 13 2;
#X connect 19 0 26 0;
#X connect 20 0 19 1;
#X connect 21 0 12 0;
#X connect 22 0 21 0;
#X connect 23 0 21 1;
#X connect 24 0 25 0;
#X connect 25 0 23 0;
#X connect 26 0 11 0;
#X connect 26 1 36 0;
#X connect 26 2 35 0;
#X connect 26 3 30 0;
#X connect 27 0 19 1;
#X connect 28 0 13 0;
#X connect 31 0 32 0;
#X connect 35 0 34 0;
#X connect 36 0 33 0;

gem21

Paralelo aos estudos e hacking no microscópio, estou pegando pesado nas coisas mais teóricas de computação musical. Vai chegar um momento que essas linhas de pesquisa irão convergir e de repente pode sair alguma coisa integrada.

Se alguem encarar a correria, manda um retorno…

navalha e msst no piksel09 festival

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olá,

na quinta-feira(20) rolou o workshop do Navalha, projeto de glerm que é um objeto para edição não linear de samples no pure-data. Apesar das poucas pessoas, quem estava lá, prestaram bem atenção nas infinitas possibilidades de interações com outros objetos e instrumentos. Um grande problema é que não tem como fazer um workshop de 2 horas pra falar de um projeto de mais de anos de estudo, fica impraticável mostrar tudo do jeito que merece ser mostrado. A solução pra isso é fazer imersões longas, 1 mês, 2 mêses…

navalha

ontem rolou a apresentação do MSST - Movimento dos Sem Satélite - aqui no Piksel Festival. a performance aconteceu no meio do Tarnsalen, um salão dentro do BergenKunstMuseum. Montamos uma mesa-estilo-hacklab, cheio de instrumentos diy, patches, circuit bending, cameras, microfones… com aquele velho desapego estético de palco e de showroom.

msst01

Um dia antes da performance, estávamos planejando o que fazer pra que esse momento fluisse da mesma forma como fluem nossas práticas e entendimento sobre toda essa tecnocracia. Glerm e Luca encontraram uma palavra pra resumi o sentimento disso: ENOUGH! CHEGA! BASTA!

msst02

a performance começou com uma transmissão de rádio de comandos do shell, depois continuou com uma leitura em 4 linguas do manifesto acompanhadas por instrumentos diy que tocavam sinteses analógicas de baixo, informações de cpu, da rede, osciladores e phasers. Além disso, várias pessoas participaram remotamente da performance pelo canal #msst no irc.freenode.org. uma projeção direta do canal do IRC para todos verem que não era só a gente que estava alí, que tinha um bando em volta. A performance não tinha nenhum efeito visual pós-moderno, tinha muito feeling dentro de cada passo, de cada grito, de cada noise, de cada mensagem.

a performance do msst aqui no piksel também foi uma homenagem ao grande dpádua, hacker e sem satélite que nos deixou um legado importante nessa nossa marcha.

baixe aqui o vídeo da performance. valeu a valentina e lucia do giss.tv pela edição.

logo mais escrevo sobre as outras performances que vi por aqui,

ví algumas coisas bem massa.

té mais.

residência: panetone <-> brazileiro

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opa.

final de outubro, recebi Cristiano Rosa aka Panetone para uma semana de imersão low tech e troca de experiência em hardware e software livre.

passamos a semana inteira dedicados a apresentar as pesquisas e as práticas de desenvolvimento de interfaces/instrumentos/códigos utilizando componentes eletrônicos de baixa potência, circuitos integrados.

a maioria dos objetos construídos saíram de um processo de produção artesanal em bits e volts. construindo os objetos sem deixar de olhar  e entender uma metodologia mais poética da tecnologia.

os estudos  foram nas relações entre os chip’s, os softwares e hardwares livre de intervenção multimídia (arduino + pure-data) e objetos orgânicos (limão, enzima dos corpos, salivas) e como esses elementos poderiam se conectar de forma criativa. quando o  processo de experimentação é aberto, as práticas fluem mais e o resultado é cada vez mais intenso.

bancada de produção

bancada

cortina_piezo - cortina que captura frequência de rádio e faz um scratch quando o vento bate.

cortina_piezo

limão_tv_arduino_connect -> limão conectado no arduino como potênciometro e controlando pitch de um simple synth ligado numa tv de 12 polegadas.

limao_tv

graffita_chip - graffite controlando o timbre e frequência do chip 40106

graffita

set_panetone_brazileiro - instrumentos conectados.

set_instrumentos

veja mais imagens

ekp - metáforas e orquestras do seu cerne

1
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“…metáforas das possibilidades de construção de sonoridades eletrônicas a partir do Kernel (núcleo) de qualquer sistema operacional.” VitoriaMario.

ekp_divulgacao

O Emotional Kernel Panic nasceu de um experimento acidental de tocar sons a partir de comandos de controle do sistema operacional Linux, arquivos de configurações, textos, poesias, algoritmos, com o objetivo romântico de sentimentalizar as operações binárias do Kernel e tirar o peso abstrato das operações e transforma-las em composições musicais, rítmicas e com a magia da matrix que contém dentro do núcleo do sistema operacional. Entre as sonoridades tocadas, o dmesg > /dev/dsp se mostrou ao longo dos experimentos como um dos riff’s principais, que elabora o sistema tocando a sua relação com os hardwares da máquina.

A pesquisa foi ganhando forma e corpo, desde aprimorar os estudos da tocata em tempo-real,  a inserção de composições de imagens, até o desenvolvimento de uma Interface no Pure-Data que monta uma Orquestra que é regida pelo próprio Kernel, com os impulsos sendo gerados pelo usuário ou pelo próprio sistema, numa relação inter-pessoal e subjetiva entre a máquina e a orquestra.

O projeto também se configura como uma performance-manifesto, na qual é montada uma orquestra em tempo-real que toca todos os elementos possíveis do  Kernel, imagens, poesias, textos e sinteses sonoras do pure-data, enquanto o julgamento de Alan Turing é lido e sintetizado pelo próprio Kernel.

ekp_performance_sp_menor

(imagem da performance em São Paulo, no pdCon. Renato fabbri, ricardo brazileiro e ana flávia)

Parte dessa pesquisa tem relação com a vida e obra do matemático e filósofo inglês,  Alan Turing, que após refutar um problema de decisão Entscheidungsproblem, desenvolveu uma máquina artística e abstrata que calcula todas as possibilidades de uma ação ser computável. Parte de seus estudos foram de extrema importância para o desenvolvimento de algoritmos que possibilitaram o desenvolvimento de computadores pessoais. Homossexual, foi condenado pelo governo britânico à tomar hormônios, consequentemente, o pai do kernel se suicidou com uma maçã envenenada. Algumas sonoridades retiradas do emotional kernel panic são parte de seu julgamento.

Os próximos avanços do projeto estão em trabalhar mais a composição ao vivo da orquestra, tocar desenhos que são transformados em ASCII direto na placa, melhorar o patch para aprender alguns riffs, conectar o objeto com outras instâncias do Pure Data e escrever um artigo mais completo sobre a experiência.

” dmesg > /dev/dsp , o shell cuspiu um pedaço de $%(%)#$(#(@*#)(%0-000101010101010″

emotionalKernelPanic(_01) hardcode

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ekp_01

vou começar a dissecar o projeto emotional kernel panic aqui no blog.

pretendo apresentar todos os passos do projeto, desde as primeiras conversas até o patch do pure-data que foi desenvolvido e também a situação atual da pesquisa.

nessa sessão, vou falar dos primeiros dev/dsp e de tocadas hardcode.

_tocando sem parar

depois de algumas horas conversando sobre possibilidades de capturar emoções do sistema operacional, junto com os camaradas renato fabbri e machado, começamos a investigar algumas possibilidades de construção de som utilizando textos direto pra placa de som.

as primeiras composições foram tocando o xorg.conf e o clássico dmesg

o jeito de tocar é o mais brutal possível, ou seja, mandando todo conteúdo de um arquivo direto pro estômago da placa de som.

**** cuidado com os caixas de som, é melhor deixar mais baixo e ajustar aos poucos:

dmesg > /dev/dsp

tocando o buffer do kernel

cat /etc/X11/xorg.conf > /dev/dsp

tocando a conf da placa de vídeo

cat texto > /dev/dsp

tocando qualquer texto

cat /etc/X11/xorg.conf > /dev/dsp && dmesg > /dev/dsp

tocando duas frases juntas

daí já viu, horas, horas, horas, horas tocando arquivos de textos e mensagens de controle do sistema operacional.

tocar o kernel, vomitar as suas sensações enquanto escrevemos uma poesia, um algorítmo.

_investigando composições

depois de alguns dias tocando sem parar os hardcode, comecei a investigar possibilidades de construir composições desenhando direto num editor de texto do terminal. A partir dessa pesquisa, comecei a notar que todos os elementos do texto influenciavam no timbre, desde a letra usada até a sua forma dentro do texto.

$ vi impressoramatricial.txt

vou
comprar
uma impressora
matricial para
tocar um hardcore brutal

vou
comprar
uma impressora
matricial para
tocar um hardcore brutal

*************************************************************
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
££££££££££££££££££££££££££££££££££££££££££££
¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬

:wq!

$ cat impressoramatricial.txt > /dev/dsp

_tocando em loop

o processo de pesquisa foi costurando outras idéias e surgiram necessidades de estudar mais o bashshell-script para melhorar as composições e ter mais autonomia nas tocadas.

o comando que abriu caminhos foi o while que deixou a tocada menos rígida, possibilitando novas harmonias e tempos.

loop infinito até você parar

while [ 1 ] ; do dmesg > /dev/dsp ; done

while [ 1 ] ; do cat /etc/X11/xorg.conf > /dev/dsp ; done

mistura tudo:

while [ 1 ] ; do cat /etc/X11/xorg.conf > /dev/dsp && dmesg > /dev/dsp ; done

também é possível tocar o arquivo de texto que produzimos:

while [ 1 ] ; do cat impressoramatricial.txt > /dev/dsp ; done

_hard-live-coding

o pulo pra fazer o live coding é simplesmente você abrir numa aba do terminal o while e na outra o editor de texto com o arquivo da composição. alterando o texto e salvando, o som mudará.

o projeto emotionalKernelPanic começou mais ou menos dessa forma.

depois disso, comecei a elaborar um patch no pure-data para abstrair a parte de código e possibilitar uma tocada mais conceitual utilizando qualquer ação do usuário, desde o mexer do mouse até edição de imagens.

nos próximos posts vou mostrar como funciona o patch e como utiliza-lo para fazer a orquestra do seu kernel, como uma conversa particular, você e sua máquina.