Tag: poesia

de alguma forma

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Filed under blog

apenas

tudo

transforma

de alguma forma

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acreditar no trabalho

transforma

continuar o trabalho

transforma

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um palito que você mexe

um chip que você dechava

um dedo que se queima

a toda hora

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cair da bicicleta...

também transforma
dealgumaforma.

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dissecando e amando a fork-bomb :(){ :|:& };:

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Filed under livre-imaginário

glerm soares escreveu de alguma subcaverna distante:

….

Aqueles que se dizem artistas olham para o meu trabalho e me chamam de técnico.

Os que se dizem técnicos e cientistas me veem como um tosco artesão bradando contra os moinhos.

Circulo por comunidades “virtuais” como um pária praguejando visões de vetores e marcando encruzilhadas para encarnação das entidades, certo do quanto elas não são virtuais,
viajando quilômetros para encontrar pessoas que eram apenas avatares, apelidos, endereços
numa rede aberta de computadores que desde a infância ajudei a construir manipulado pelos jogos de guerra e paz de um grande leviatã informacional.

Tateio os contornos físicos dessa identidade sem pátria, dessa língua sem regras gramáticais se refazendo por dentro de um frágil léxico de referências culturais globais, instantanêas e ainda não catalogadas pela história da humanidade em pacto.
Justifico uma tradução de protocolos semi-algébricos, olho para essas placas mãe sem metáfora materna, só crendo  no esqueleto tátil daquilo que para os que ignoram meu mundo é um fantasma a lhes puxar o pé, um monstro pós industrial encarnado nestes objetos mortos ressucitados pela captura da luz, barreira intrasponível da velocidade dos corpos.

Seus vírus de laboratório são só uma desculpa para não conhecer nossas entranhas.

Dissecando e amando

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O passo pra cima do abismo de calcular todas as possibilidades sintáticas pra acalmar teus sentidos.

Meteorologia na sua dança da chuva. A banal e gloriosa rima perdida em um cheque-mate que já foi vencido, em azul profundo e vermelho medula, por nós, software-hardware encarnados e aceitos como um de vós: Interfaces.

organismo: interfaces rastros

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Filed under multimidia

como sem a minima condicao de definir - o som que soa, % de um simbolo que significa, sem fugir. estes fazem o que fazem, quase dejetos em impuras escavacoes. sintese de tesouros escondidos pelas maos dos que pretendiam (ou preferiam) guardar as sobras. degenerar e regenerar, magneto de polos sombrios, frios como geada congelada. faltam algumas palavras pra por na risca o x da questao: agora nao tem mais volta. se novamente perguntassem o porque de tanta obsessao. que perseguicao. ei, diga la! faz deduzir como causa um escrito - so falta agora achar o bilhete - como a agulha do palheiro. frame enterrado, um palito de fosforo talvez, enferrujado ate’ o po como faisca que ilumina estas criaturas. se fosse jogo serviria como pino de boliche, se fosse o tempo

….

continua