Tag: pure-data

microscópio diy: bactéria hacking

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No final de novembro de 2009, participei com @glerm e @husk do workshop bioelectronix for artist no piksel festival sobre como transformar uma webcam num microscópio. Tinha chegado tarde na oficina mas tinha percebido que não era tão complicado pra fazer o hacking na câmera. Achei interessante a idéia de estudar movimentos microscópicos e transformar células e bacterias em objeto de fonte sonora, variavel para efeitos de vídeo etc

workshop_bergen

(workshop em Bergen/Norway)

Três meses depois comecei a experimentar e criar um microscópio de uma webcam velha que tinha jogada aqui. Os passos não são dificeis.

  1. Primeiro você tem que abri a webcam e tirar o chip com a lente.
  2. Depois disso é só abrir a lente e inverter sua posição, ou seja, pegar o filtro de luz visível que fica em contato com o sensor do chip e inverter com a lente, botando de cabeça pra baixo. Com isso a webcam vai buscar as imagens no infinito, sendo a parte interna a lente “ocular” e a externa “objetiva”.
  3. O terceiro passo é arrumar umas lâminas transparentes, uma seringa com agulha e uma luz pra colocar em cima da lâmina. A parte mais dificil é encontrar a melhor distância entre a lente, a lâmina e a luz. Isso será determinante pra você consegui enxergar seres microscópicos.

microdiy

(microscópio diy adaptado com caixas de madeira e 4 coroas norueguesas)

(estrutura com lego, ficou bacana pela regulagem da profundidade)

Não tem mistério. Abra a câmera normalmente utilizando seu programa favorito (pd, vlc, mplayer…) e veja as células e bacterias se movimentando pela lâmina.

Estou começando alguns estudos para implementar algo com esses movimentos de células, bactérias. Tentei abri a webcam utilizando o pdp_ctrack no pure-data mas estava travando o patch, acho que com erro de profundidade na imagem (pdp_v4l2: unsupported color model). Procurei solução com o Gem e parece que a mistura de pix_background com pix_blob faz o reconhecimento dos movimentos e calcular o centro de gravidade da imagem. Tem também o objeto pix_movement mas não testei ainda.

patch

(patch com objetos para capturar os movimentos, achei da lista oficial do pure-data)

#N canvas 785 167 448 492 12;
#X obj 37 -97 tgl 25 0 empty empty Gem 0 -6 0 8 -258699 -1 -1 1 1;
#X msg 73 -97 dialog;
#X obj 37 -10 pix_rgba;
#X obj 335 -103 tgl 30 0 empty empty empty 20 8 0 8 -262144 -1 -1 1
1;
#X obj 266 -93 tgl 15 0 empty empty empty 17 7 0 10 -262144 -1 -1 1
1;
#N canvas 0 0 450 300 gemwin 0;
#X obj 118 60 inlet;
#X obj 69 194 gemwin;
#X msg 69 113 create;
#X msg 85 146 destroy;
#X msg 186 148 dimen 800 600;
#X obj 118 85 sel 0 1;
#X obj 152 117 t f b;
#X obj 254 59 inlet;
#X connect 0 0 5 0;
#X connect 2 0 1 0;
#X connect 3 0 1 0;
#X connect 4 0 1 0;
#X connect 5 0 3 0;
#X connect 5 1 6 0;
#X connect 6 0 2 0;
#X connect 6 1 4 0;
#X connect 7 0 1 0;
#X restore 266 -71 pd gemwin;
#X text 336 -123 render;
#X text 264 -113 Gemwin;
#X obj 37 -68 gemhead 40;
#X obj 37 -42 pix_video;
#X obj 102 201 rectangle 5.334 4;
#X obj 102 178 pix_texture;
#X obj 102 62 pix_threshold;
#X obj 251 50 pack f f f;
#X floatatom 244 -12 5 0 0 0 - - -;
#X floatatom 278 -10 5 0 0 0 - - -;
#X floatatom 312 -9 5 0 0 0 - - -;
#X obj 255 11 t b f;
#X obj 297 12 t b f;
#X obj 102 117 pix_threshold;
#X floatatom 152 95 5 0 0 0 - - -;
#X obj 102 26 pix_background;
#X msg 123 -49 reset;
#X msg 175 -26 \$1 \$1 \$1;
#X msg 175 -61 0.5;
#X floatatom 175 -42 5 0 0 0 - - -;
#X obj 102 144 pix_blob 3;
#X msg 212 91 0.86;
#X msg 371 -12 1 1 0;
#X text 259 92 filtre bleu;
#X floatatom 220 148 5 0 0 0 - - -;
#X obj 103 234 tgl 15 0 empty empty empty 0 -6 0 8 -262144 -1 -1 0
1;
#N canvas 415 240 288 328 senVal2cursor 0;
#X obj 78 120 - 0.5;
#X obj 187 99 - 0.5;
#X obj 136 98 tgl 15 0 empty empty empty 0 -6 0 8 -262144 -1 -1 0 1
;
#X obj 136 76 inlet;
#N canvas 708 87 235 408 cursor 0;
#X obj 52 213 alpha;
#X floatatom 155 116 5 0 0 0 - - -;
#X obj 92 75 inlet;
#X obj 126 75 inlet;
#X floatatom 109 122 5 0 0 0 - - -;
#X obj 52 157 translateXYZ;
#X floatatom 126 190 5 0 0 0 - - -;
#X obj 52 188 rotateXYZ;
#X obj 52 326 color;
#X obj 86 245 vsl 8 50 0 1 0 0 empty empty empty 0 -8 0 8 -258699 -1
-1 0 1;
#X obj 94 245 vsl 8 50 0 1 0 0 empty empty empty 0 -8 0 8 -24198 -1
-1 0 1;
#X obj 102 245 vsl 8 50 0 1 0 0 empty empty empty 0 -8 0 8 -355 -1
-1 0 1;
#X obj 110 245 vsl 8 50 0 1 0 0 empty empty empty 0 -8 0 8 -195568
-1 -1 0 1;
#N canvas 0 22 452 302 color 0;
#X obj 44 212 pack f f f f;
#X msg 44 236 \$1 \$2 \$3 \$4;
#X obj 26 145 bng 15 250 50 0 empty empty empty 0 -6 0 8 -262144 -1
-1;
#X obj 41 144 t b f;
#X obj 41 35 vsl 8 50 0 1 0 0 empty empty empty 0 -8 0 8 -258699 -1
-1 0 1;
#X obj 49 35 vsl 8 50 0 1 0 0 empty empty empty 0 -8 0 8 -24198 -1
-1 0 1;
#X obj 57 35 vsl 8 50 0 1 0 0 empty empty empty 0 -8 0 8 -355 -1 -1
0 1;
#X obj 65 35 vsl 8 50 0 1 0 0 empty empty empty 0 -8 0 8 -195568 -1
-1 0 1;
#X obj 63 167 t b f;
#X obj 86 189 t b f;
#X floatatom 77 86 5 0 0 0 - - -;
#X floatatom 67 101 5 0 0 0 - - -;
#X floatatom 53 115 5 0 0 0 - - -;
#X floatatom 35 129 5 0 0 0 - - -;
#X obj 17 7 inlet;
#X obj 52 7 inlet;
#X obj 87 7 inlet;
#X obj 122 8 inlet;
#X obj 44 261 outlet;
#X connect 0 0 1 0;
#X connect 1 0 18 0;
#X connect 2 0 0 0;
#X connect 3 0 0 0;
#X connect 3 1 0 1;
#X connect 4 0 0 0;
#X connect 4 0 13 0;
#X connect 5 0 3 0;
#X connect 5 0 12 0;
#X connect 6 0 8 0;
#X connect 6 0 11 0;
#X connect 7 0 9 0;
#X connect 7 0 10 0;
#X connect 8 0 0 0;
#X connect 8 1 0 2;
#X connect 9 0 0 0;
#X connect 9 1 0 3;
#X connect 14 0 4 0;
#X connect 15 0 5 0;
#X connect 16 0 6 0;
#X connect 17 0 7 0;
#X restore 142 311 pd color;
#X floatatom 92 335 5 0 0 0 - - -;
#X obj 52 95 ortho;
#X obj 52 353 circle 0.07;
#X obj 162 -2 inlet;
#X obj 52 25 tgl 15 0 empty empty empty 0 -6 0 8 -262144 -1 -1 0 1
;
#X text 52 371 cercle;
#X obj 144 273 r color;
#X floatatom 67 122 5 0 0 0 - - -;
#X obj 52 43 gemhead 45;
#X connect 0 0 8 0;
#X connect 1 0 5 3;
#X connect 2 0 5 1;
#X connect 3 0 5 2;
#X connect 4 0 5 2;
#X connect 5 0 7 0;
#X connect 6 0 7 3;
#X connect 7 0 0 0;
#X connect 8 0 16 0;
#X connect 9 0 13 0;
#X connect 10 0 13 1;
#X connect 11 0 13 2;
#X connect 12 0 13 3;
#X connect 13 0 8 1;
#X connect 14 0 16 1;
#X connect 15 0 5 0;
#X connect 17 0 18 0;
#X connect 18 0 22 0;
#X connect 20 0 8 1;
#X connect 21 0 5 1;
#X connect 22 0 15 0;
#X restore 77 177 pd cursor;
#X obj 78 75 r Xblob;
#X obj 187 73 r Yblob;
#X obj 187 119 * 8;
#X obj 77 142 * 8;
#X connect 0 0 8 0;
#X connect 1 0 7 0;
#X connect 2 0 4 2;
#X connect 3 0 2 0;
#X connect 5 0 0 0;
#X connect 6 0 1 0;
#X connect 7 0 4 1;
#X connect 8 0 4 0;
#X restore 103 253 pd senVal2cursor;
#X obj 276 179 s Xblob;
#X obj 347 179 s Yblob;
#X floatatom 347 161 5 0 0 0 - - -;
#X floatatom 276 161 5 0 0 0 - - -;
#X text 280 -39 filtre bleu;
#X connect 0 0 8 0;
#X connect 1 0 8 0;
#X connect 2 0 21 0;
#X connect 3 0 5 1;
#X connect 4 0 5 0;
#X connect 8 0 9 0;
#X connect 9 0 2 0;
#X connect 11 0 10 0;
#X connect 12 0 19 0;
#X connect 13 0 12 2;
#X connect 14 0 13 0;
#X connect 15 0 17 0;
#X connect 16 0 18 0;
#X connect 17 0 13 0;
#X connect 17 1 13 1;
#X connect 18 0 13 0;
#X connect 18 1 13 2;
#X connect 19 0 26 0;
#X connect 20 0 19 1;
#X connect 21 0 12 0;
#X connect 22 0 21 0;
#X connect 23 0 21 1;
#X connect 24 0 25 0;
#X connect 25 0 23 0;
#X connect 26 0 11 0;
#X connect 26 1 36 0;
#X connect 26 2 35 0;
#X connect 26 3 30 0;
#X connect 27 0 19 1;
#X connect 28 0 13 0;
#X connect 31 0 32 0;
#X connect 35 0 34 0;
#X connect 36 0 33 0;

gem21

Paralelo aos estudos e hacking no microscópio, estou pegando pesado nas coisas mais teóricas de computação musical. Vai chegar um momento que essas linhas de pesquisa irão convergir e de repente pode sair alguma coisa integrada.

Se alguem encarar a correria, manda um retorno…

MSST - Movimento dos Sem Satélite

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cobaias_da_tecnocracia_msst

Cobaias da Tecnocracia?

Para onde estamos indo?

Movimento dos Sem Satélite

Comunidade de artesãos de bits e volts, poetas humanistas, cientistas nômades, para onde estamos indo? Confio no pulso dos seus passos, nossa revolução é o próximo segundo e o desafio constante de não render-se ao conformismo de simplesmente entreter-se ou entreter, distraindo o fato de que vivemos além da história, dos muros, dos bancos, da semelhança dos corpos e suas consagüinidades. Queremos um ecossistema condizente com toda esta pirotecnia prometéica de um suposto ser vivo Sapiens, uma simbiose duradoura e enfim poder pensar em criar e imaginar outros espaços e formas para todo esse conhecimento que mantemos aceso nesta chama. Mas se ainda hoje nossos semelhantes marcham por um pedaço de chão para sobreviver, e alienam seus instintos mais criativos em busca de algum reconhecimento dentro de uma esmagadora cultura de consumo auto destrutivo, nos deparamos com a questão: qual o papel que nós aqui já alimentados e abrigados temos em pensar numa soberania e transmissão de conhecimentos que buscam reverter esta pulsão auto destrutiva da humanidade? A conjectura deste manifesto é em função de apontar uma faísca rachando no horizonte: Criaremos nosso primeiro satélite feito à mão e mandaremos ao espaço sideral entulhado de satélites industriais corporativos e governamentais. Será nosso satélite capaz de tornar nossas redes ainda mais autônomas? Ou o caminho é repensar toda atual estrutura de nossa tecnocracia e ciência a ponto de decidirmos estratégicamente um caminho totalmente diferente? Qual??Muito mais que cobaias da Tecnocracia! Sonhando e Dançando: marcham os Sem-Satélite…

English version__

“Computer Science is no more about computers than astronomy is about telescopes.
E. W. Dijkstra”

Hardware from scratch, Live coding, Biofeedback, reclaiming the streets, history of free software culture in a performance…

Singing open source code: dmesg > /dev/dsp  && my shell  had spit a byte chunk of a song…

Artisans of bits and volts, humanist poets, nomadic scientists - where are we going? I trust in the pulse of your steps, our revolution is the next second, and the constant challenge is not to surrender to the conformity of being entertained or entertaining: distracting the fact that we want to live beyond history, walls, banks, genetic similarity. We want an ecosystem that is worth of all this Prometheic pyrotechinic - this being, which is supposed to be Sapiens. Some intelligent symbiosis to keep this flame heating an harmonic environment.

But, if today we still looking at some of us marching for a piece of land to survive or alienating their most creative instincts in a desperate search for exist inside a culture of self-destructive consumption, we have to ask: What’s the role of those sheltered and fed in thinking about an autonomy in knowledge and information transmition for those efforts that wants revert this pulsion of humanity self-destructive greed?

The conjecture of this manifesto is inside a function pointing to a cracking sparkle at the horizon: The day we will be able to build our first handmade satellite and send it to this sidereal space wich is already full of corporative and governamental devices. Will our satellite be able to transform our networks in something more autonomous? Or we have to re-think all technocracy to reach that by a tottaly different path? How?

We’re more than technocracy guinea pigs!

Dreaming and dancing: the march of the Satelitteless..

rituais msst/programação/schedule:

13 a 16/11 - Curitiba/PR - EPA!, E/OU

19 a 22/11 - Bergen, Norway - Piksel 09

23/11 a 26/11 - London, GB - pajé’s house and friends.

27 a 31/11 - Milan, Italy - Ahacktitude Festival

anipiksel2

logo

residência: panetone <-> brazileiro

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opa.

final de outubro, recebi Cristiano Rosa aka Panetone para uma semana de imersão low tech e troca de experiência em hardware e software livre.

passamos a semana inteira dedicados a apresentar as pesquisas e as práticas de desenvolvimento de interfaces/instrumentos/códigos utilizando componentes eletrônicos de baixa potência, circuitos integrados.

a maioria dos objetos construídos saíram de um processo de produção artesanal em bits e volts. construindo os objetos sem deixar de olhar  e entender uma metodologia mais poética da tecnologia.

os estudos  foram nas relações entre os chip’s, os softwares e hardwares livre de intervenção multimídia (arduino + pure-data) e objetos orgânicos (limão, enzima dos corpos, salivas) e como esses elementos poderiam se conectar de forma criativa. quando o  processo de experimentação é aberto, as práticas fluem mais e o resultado é cada vez mais intenso.

bancada de produção

bancada

cortina_piezo - cortina que captura frequência de rádio e faz um scratch quando o vento bate.

cortina_piezo

limão_tv_arduino_connect -> limão conectado no arduino como potênciometro e controlando pitch de um simple synth ligado numa tv de 12 polegadas.

limao_tv

graffita_chip - graffite controlando o timbre e frequência do chip 40106

graffita

set_panetone_brazileiro - instrumentos conectados.

set_instrumentos

veja mais imagens

novas, boas novas.

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Essas semanas que passaram foram bem carregadas de positividade, só restou o sentimento de dever cumprido.

A semana começou com a correria de montar a engrenagem, uma tela multitoque estilo reactable construída pela Maíra Sala e Bruno Vianna.  Se não fosse a ajuda de Jeraman e Fábio a tela não estaria tão afinada. A tela está no festival continuum, na Torre Malakoff, Recife. Depois vamos fazer algumas variações e estudos nela.

34708384

Terminado esse corre, começou outro. Me juntar a Renato Fabbri(SP) e Ana Flávia(PE) para representar o “não-sei-a-definição” emotional kernel panic no Festival Contato, em São Carlos-SP.  Fabbri ministrou o workshop na UFSCAR, bastante gente e um resultado muito massa, várias pessoas querendo fazer sua própria orquestra, no próprio shell.

emotionalkernecpanic01

mais fotos do workshop

Após o workshop, no Sábado(10) e Domingo(11) foram os dias da apresentação de uma performance onde eu ligo boa parte de tudo que faço no pure-data e com instrumentos hardwarehack, o Renato toca sequencias utilizando a linguagem chuck e Ana Flávia, que fez uma bela pesquisa de um texto de Godot, faz uma performance que simboliza o julgamento de Alan Turing.  As apresentações foram bem pesadas,  pra um público atento a performance, pessoas de outras áreas, de artes, comunicação, plásticas.

3ocontato-181

mais fotos do festival contato, que foi muito bem organizado!

Gostaria de agradecer a Renato Fabbri por elaborar essas experimentações no /dev/dsp e Ana Flávia (aninha) pela disposição de juntar varias coisas, sem ensaio, num trabalho mais experimental possível e conseguir trocar valores do jeito que a gente troca. Me sinto completamente satisfeito e com a sensação de dever cumprido. Gostaria de até deixar registrado aqui que não desejo mais fazer a performance do emotional kernel panic, pelo motivo de achar que minha contribuição chegou ao limite e que o projeto precisa circular por vários poros, assim como o shell e o dsp estão em todas as máquinas.  Para concluir minha parte, estou terminando o patch que construi no pure-data mais limpo e didático possível para quem quiser estudar e fazer variações.

As boas novas são: projeto iluminado aprovado na Funarte para residência artística no Alafin Oyo para construir um instrumento com pure-data + arduino + gambiarras (falarei mais em outro post), desenvolvimento de interfaces interativas para o Festival de Dança de Recife, agora em Outubro, Semana Circuit Bending + Pure-Data + Arduino com Panetone(RS) e Giuliano Obici(SP) (mais info em breve), e performance do MSST (movimento dos sem satélite) junto com glerm soares numa orquestra-conSerto no festival piksel, na Noruega em Novembro.

rasta;

ekp - metáforas e orquestras do seu cerne

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“…metáforas das possibilidades de construção de sonoridades eletrônicas a partir do Kernel (núcleo) de qualquer sistema operacional.” VitoriaMario.

ekp_divulgacao

O Emotional Kernel Panic nasceu de um experimento acidental de tocar sons a partir de comandos de controle do sistema operacional Linux, arquivos de configurações, textos, poesias, algoritmos, com o objetivo romântico de sentimentalizar as operações binárias do Kernel e tirar o peso abstrato das operações e transforma-las em composições musicais, rítmicas e com a magia da matrix que contém dentro do núcleo do sistema operacional. Entre as sonoridades tocadas, o dmesg > /dev/dsp se mostrou ao longo dos experimentos como um dos riff’s principais, que elabora o sistema tocando a sua relação com os hardwares da máquina.

A pesquisa foi ganhando forma e corpo, desde aprimorar os estudos da tocata em tempo-real,  a inserção de composições de imagens, até o desenvolvimento de uma Interface no Pure-Data que monta uma Orquestra que é regida pelo próprio Kernel, com os impulsos sendo gerados pelo usuário ou pelo próprio sistema, numa relação inter-pessoal e subjetiva entre a máquina e a orquestra.

O projeto também se configura como uma performance-manifesto, na qual é montada uma orquestra em tempo-real que toca todos os elementos possíveis do  Kernel, imagens, poesias, textos e sinteses sonoras do pure-data, enquanto o julgamento de Alan Turing é lido e sintetizado pelo próprio Kernel.

ekp_performance_sp_menor

(imagem da performance em São Paulo, no pdCon. Renato fabbri, ricardo brazileiro e ana flávia)

Parte dessa pesquisa tem relação com a vida e obra do matemático e filósofo inglês,  Alan Turing, que após refutar um problema de decisão Entscheidungsproblem, desenvolveu uma máquina artística e abstrata que calcula todas as possibilidades de uma ação ser computável. Parte de seus estudos foram de extrema importância para o desenvolvimento de algoritmos que possibilitaram o desenvolvimento de computadores pessoais. Homossexual, foi condenado pelo governo britânico à tomar hormônios, consequentemente, o pai do kernel se suicidou com uma maçã envenenada. Algumas sonoridades retiradas do emotional kernel panic são parte de seu julgamento.

Os próximos avanços do projeto estão em trabalhar mais a composição ao vivo da orquestra, tocar desenhos que são transformados em ASCII direto na placa, melhorar o patch para aprender alguns riffs, conectar o objeto com outras instâncias do Pure Data e escrever um artigo mais completo sobre a experiência.

” dmesg > /dev/dsp , o shell cuspiu um pedaço de $%(%)#$(#(@*#)(%0-000101010101010″

emotionalKernelPanic(_01) hardcode

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ekp_01

vou começar a dissecar o projeto emotional kernel panic aqui no blog.

pretendo apresentar todos os passos do projeto, desde as primeiras conversas até o patch do pure-data que foi desenvolvido e também a situação atual da pesquisa.

nessa sessão, vou falar dos primeiros dev/dsp e de tocadas hardcode.

_tocando sem parar

depois de algumas horas conversando sobre possibilidades de capturar emoções do sistema operacional, junto com os camaradas renato fabbri e machado, começamos a investigar algumas possibilidades de construção de som utilizando textos direto pra placa de som.

as primeiras composições foram tocando o xorg.conf e o clássico dmesg

o jeito de tocar é o mais brutal possível, ou seja, mandando todo conteúdo de um arquivo direto pro estômago da placa de som.

**** cuidado com os caixas de som, é melhor deixar mais baixo e ajustar aos poucos:

dmesg > /dev/dsp

tocando o buffer do kernel

cat /etc/X11/xorg.conf > /dev/dsp

tocando a conf da placa de vídeo

cat texto > /dev/dsp

tocando qualquer texto

cat /etc/X11/xorg.conf > /dev/dsp && dmesg > /dev/dsp

tocando duas frases juntas

daí já viu, horas, horas, horas, horas tocando arquivos de textos e mensagens de controle do sistema operacional.

tocar o kernel, vomitar as suas sensações enquanto escrevemos uma poesia, um algorítmo.

_investigando composições

depois de alguns dias tocando sem parar os hardcode, comecei a investigar possibilidades de construir composições desenhando direto num editor de texto do terminal. A partir dessa pesquisa, comecei a notar que todos os elementos do texto influenciavam no timbre, desde a letra usada até a sua forma dentro do texto.

$ vi impressoramatricial.txt

vou
comprar
uma impressora
matricial para
tocar um hardcore brutal

vou
comprar
uma impressora
matricial para
tocar um hardcore brutal

*************************************************************
¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨
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¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬

:wq!

$ cat impressoramatricial.txt > /dev/dsp

_tocando em loop

o processo de pesquisa foi costurando outras idéias e surgiram necessidades de estudar mais o bashshell-script para melhorar as composições e ter mais autonomia nas tocadas.

o comando que abriu caminhos foi o while que deixou a tocada menos rígida, possibilitando novas harmonias e tempos.

loop infinito até você parar

while [ 1 ] ; do dmesg > /dev/dsp ; done

while [ 1 ] ; do cat /etc/X11/xorg.conf > /dev/dsp ; done

mistura tudo:

while [ 1 ] ; do cat /etc/X11/xorg.conf > /dev/dsp && dmesg > /dev/dsp ; done

também é possível tocar o arquivo de texto que produzimos:

while [ 1 ] ; do cat impressoramatricial.txt > /dev/dsp ; done

_hard-live-coding

o pulo pra fazer o live coding é simplesmente você abrir numa aba do terminal o while e na outra o editor de texto com o arquivo da composição. alterando o texto e salvando, o som mudará.

o projeto emotionalKernelPanic começou mais ou menos dessa forma.

depois disso, comecei a elaborar um patch no pure-data para abstrair a parte de código e possibilitar uma tocada mais conceitual utilizando qualquer ação do usuário, desde o mexer do mouse até edição de imagens.

nos próximos posts vou mostrar como funciona o patch e como utiliza-lo para fazer a orquestra do seu kernel, como uma conversa particular, você e sua máquina.

LIBRES - Evento multimídia em Recife

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cartaz_libres_web

O LIBRES é um evento multimídia de arte e tecnologias livres que será realizado na Torre Malakoff em Recife durante os dias 6, 7 e 8 de agosto com participação de artistas e desenvolvedores locais, nacionais e internacionais que trabalham com software livre para pesquisa e produção multimídia. Serão realizados debates, desconferências, oficinas e performances

Os artistas e desenvolvedores convidados são: Luca Carrubba da Itáia, Xavi Manzanares e Óscar Martín da Espanha, Glerm Soares e Simone Bittencourt de Curitiba, Tati Wells de Pipa/RN, Fabiana Goa (Salvador). Convidamos também artistas e desenvolvedores locais como Jarbas Jácome, Gabriel Furtado, Felipe Machado.

Veja mais detalhes no site oficial do evento.

pdp_v4l2 no pd-extended linux

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Olá!

Depois que comprei um mini-notebook, comecei a pesquisar algumas soluções pros problemas que estou encontrando nas compilações da vida.

A última foi a instalação do pdp_v4l2 no PD.

Essas novas distros estão vindo com o v4l2 e os softwares precisam usar os objetos necessários para rodar vídeo.

Para instalar o pdp_v4l2 baixe o binário:

 wget http://eds.org/~hans/pdp_v4l2.pd_linux.bz2

descompacte:

 bunzip2 pdp_v4l2.pd_linux.bz2

coloque o binário nos extras do pd:

 sudo cp -p pdp_v4l2.pd_linux /usr/lib/pd/extra

agora entre na pasta dos extras e altere a permissão para execução:

sudo chmod +x pdp_v4l2.pd_linux

pronto! agora inicie o pd e chame o objeto, isso deve funcionar.