residência: panetone <-> brazileiro

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tema blog, pesquisas

opa.

final de outubro, recebi Cristiano Rosa aka Panetone para uma semana de imersão low tech e troca de experiência em hardware e software livre.

passamos a semana inteira dedicados a apresentar as pesquisas e as práticas de desenvolvimento de interfaces/instrumentos/códigos utilizando componentes eletrônicos de baixa potência, circuitos integrados.

a maioria dos objetos construídos saíram de um processo de produção artesanal em bits e volts. construindo os objetos sem deixar de olhar  e entender uma metodologia mais poética da tecnologia.

os estudos  foram nas relações entre os chip’s, os softwares e hardwares livre de intervenção multimídia (arduino + pure-data) e objetos orgânicos (limão, enzima dos corpos, salivas) e como esses elementos poderiam se conectar de forma criativa. quando o  processo de experimentação é aberto, as práticas fluem mais e o resultado é cada vez mais intenso.

bancada de produção

bancada

cortina_piezo - cortina que captura frequência de rádio e faz um scratch quando o vento bate.

cortina_piezo

limão_tv_arduino_connect -> limão conectado no arduino como potênciometro e controlando pitch de um simple synth ligado numa tv de 12 polegadas.

limao_tv

graffita_chip - graffite controlando o timbre e frequência do chip 40106

graffita

set_panetone_brazileiro - instrumentos conectados.

set_instrumentos

veja mais imagens

novas, boas novas.

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Essas semanas que passaram foram bem carregadas de positividade, só restou o sentimento de dever cumprido.

A semana começou com a correria de montar a engrenagem, uma tela multitoque estilo reactable construída pela Maíra Sala e Bruno Vianna.  Se não fosse a ajuda de Jeraman e Fábio a tela não estaria tão afinada. A tela está no festival continuum, na Torre Malakoff, Recife. Depois vamos fazer algumas variações e estudos nela.

34708384

Terminado esse corre, começou outro. Me juntar a Renato Fabbri(SP) e Ana Flávia(PE) para representar o “não-sei-a-definição” emotional kernel panic no Festival Contato, em São Carlos-SP.  Fabbri ministrou o workshop na UFSCAR, bastante gente e um resultado muito massa, várias pessoas querendo fazer sua própria orquestra, no próprio shell.

emotionalkernecpanic01

mais fotos do workshop

Após o workshop, no Sábado(10) e Domingo(11) foram os dias da apresentação de uma performance onde eu ligo boa parte de tudo que faço no pure-data e com instrumentos hardwarehack, o Renato toca sequencias utilizando a linguagem chuck e Ana Flávia, que fez uma bela pesquisa de um texto de Godot, faz uma performance que simboliza o julgamento de Alan Turing.  As apresentações foram bem pesadas,  pra um público atento a performance, pessoas de outras áreas, de artes, comunicação, plásticas.

3ocontato-181

mais fotos do festival contato, que foi muito bem organizado!

Gostaria de agradecer a Renato Fabbri por elaborar essas experimentações no /dev/dsp e Ana Flávia (aninha) pela disposição de juntar varias coisas, sem ensaio, num trabalho mais experimental possível e conseguir trocar valores do jeito que a gente troca. Me sinto completamente satisfeito e com a sensação de dever cumprido. Gostaria de até deixar registrado aqui que não desejo mais fazer a performance do emotional kernel panic, pelo motivo de achar que minha contribuição chegou ao limite e que o projeto precisa circular por vários poros, assim como o shell e o dsp estão em todas as máquinas.  Para concluir minha parte, estou terminando o patch que construi no pure-data mais limpo e didático possível para quem quiser estudar e fazer variações.

As boas novas são: projeto iluminado aprovado na Funarte para residência artística no Alafin Oyo para construir um instrumento com pure-data + arduino + gambiarras (falarei mais em outro post), desenvolvimento de interfaces interativas para o Festival de Dança de Recife, agora em Outubro, Semana Circuit Bending + Pure-Data + Arduino com Panetone(RS) e Giuliano Obici(SP) (mais info em breve), e performance do MSST (movimento dos sem satélite) junto com glerm soares numa orquestra-conSerto no festival piksel, na Noruega em Novembro.

rasta;

ekp - metáforas e orquestras do seu cerne

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“…metáforas das possibilidades de construção de sonoridades eletrônicas a partir do Kernel (núcleo) de qualquer sistema operacional.” VitoriaMario.

ekp_divulgacao

O Emotional Kernel Panic nasceu de um experimento acidental de tocar sons a partir de comandos de controle do sistema operacional Linux, arquivos de configurações, textos, poesias, algoritmos, com o objetivo romântico de sentimentalizar as operações binárias do Kernel e tirar o peso abstrato das operações e transforma-las em composições musicais, rítmicas e com a magia da matrix que contém dentro do núcleo do sistema operacional. Entre as sonoridades tocadas, o dmesg > /dev/dsp se mostrou ao longo dos experimentos como um dos riff’s principais, que elabora o sistema tocando a sua relação com os hardwares da máquina.

A pesquisa foi ganhando forma e corpo, desde aprimorar os estudos da tocata em tempo-real,  a inserção de composições de imagens, até o desenvolvimento de uma Interface no Pure-Data que monta uma Orquestra que é regida pelo próprio Kernel, com os impulsos sendo gerados pelo usuário ou pelo próprio sistema, numa relação inter-pessoal e subjetiva entre a máquina e a orquestra.

O projeto também se configura como uma performance-manifesto, na qual é montada uma orquestra em tempo-real que toca todos os elementos possíveis do  Kernel, imagens, poesias, textos e sinteses sonoras do pure-data, enquanto o julgamento de Alan Turing é lido e sintetizado pelo próprio Kernel.

ekp_performance_sp_menor

(imagem da performance em São Paulo, no pdCon. Renato fabbri, ricardo brazileiro e ana flávia)

Parte dessa pesquisa tem relação com a vida e obra do matemático e filósofo inglês,  Alan Turing, que após refutar um problema de decisão Entscheidungsproblem, desenvolveu uma máquina artística e abstrata que calcula todas as possibilidades de uma ação ser computável. Parte de seus estudos foram de extrema importância para o desenvolvimento de algoritmos que possibilitaram o desenvolvimento de computadores pessoais. Homossexual, foi condenado pelo governo britânico à tomar hormônios, consequentemente, o pai do kernel se suicidou com uma maçã envenenada. Algumas sonoridades retiradas do emotional kernel panic são parte de seu julgamento.

Os próximos avanços do projeto estão em trabalhar mais a composição ao vivo da orquestra, tocar desenhos que são transformados em ASCII direto na placa, melhorar o patch para aprender alguns riffs, conectar o objeto com outras instâncias do Pure Data e escrever um artigo mais completo sobre a experiência.

” dmesg > /dev/dsp , o shell cuspiu um pedaço de $%(%)#$(#(@*#)(%0-000101010101010″

papelão sequencer amplificado

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papelaoseq_3

baseado no projeto simple sequencer do Sebastian Tomczak e nas documentações de Lúcio de Araújo, passei alguns dias montando um simples sequenciador amplificado com os chip’s 4051, 4040 e 40106, dentro de um papelão. montei o projeto na protoboard pra deixa-lo como protótipo, deixando aberto para outras experimentações.

os chips:

o 4051 é responsável pelo mecanismo de chaveamento que passa pelas resistências montadas de modo escalar, que definem as frequências do oscilador para as saídas de áudio.

O 4040 cria múltiplos pulsos de controle para o oscilator em divisões binárias de frequências.

O 40106 gera dois osciladores (controle e saída de áudio).

O lm368 para montar o mini amp. (vide esquema)

o mapa:

picture_1

conectando o pure-data

pensando em convergir o projeto para conectar com o pure-data e relacionar outras sonoridades no mesmo bit do sequencer, coloquei um led de alta potência na saída do 4051 e apontei para um fotosensor (ldr) que está ligado no arduino e enviando sinais para um patch com alguns samples de bateria. coloquei também mais dois potênciometros para controlar mais efeitos no pure-data e deixar a interface mais interativa.

papelaoseq_6

papelaoseq_5

escute uma amostra do sequencer em ação.

componentes:

01 - 4051 - 8 para 1 mux - demux
01 - 4040 - 12 estágios de contagem binária
01 - 40106 - inversor hex (oscilador)
01 - lm386 amplificador
08 - 22kΩ resistores
02 - 1kΩ potentiômetros
01 - 100uF capacitor eletrolítico
01 - 10uF capacitor eletrolítico
01 - 0.1uF capacitor eletrolítico
01 - 56nF capacitor cerâmico (acho que pode qualquer um)
01 - bateria 9v
01 - jack de bateria
01 - falante
11 - jack liga/desliga
03 - potenciometros 10k
02 - ldr (fotosensor)
01 - led azul forte
02 - protoboard

logo mais vou subir mais amostras de som e outras variações do sequencer,

até.

emotionalKernelPanic(_01) hardcode

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ekp_01

vou começar a dissecar o projeto emotional kernel panic aqui no blog.

pretendo apresentar todos os passos do projeto, desde as primeiras conversas até o patch do pure-data que foi desenvolvido e também a situação atual da pesquisa.

nessa sessão, vou falar dos primeiros dev/dsp e de tocadas hardcode.

_tocando sem parar

depois de algumas horas conversando sobre possibilidades de capturar emoções do sistema operacional, junto com os camaradas renato fabbri e machado, começamos a investigar algumas possibilidades de construção de som utilizando textos direto pra placa de som.

as primeiras composições foram tocando o xorg.conf e o clássico dmesg

o jeito de tocar é o mais brutal possível, ou seja, mandando todo conteúdo de um arquivo direto pro estômago da placa de som.

**** cuidado com os caixas de som, é melhor deixar mais baixo e ajustar aos poucos:

dmesg > /dev/dsp

tocando o buffer do kernel

cat /etc/X11/xorg.conf > /dev/dsp

tocando a conf da placa de vídeo

cat texto > /dev/dsp

tocando qualquer texto

cat /etc/X11/xorg.conf > /dev/dsp && dmesg > /dev/dsp

tocando duas frases juntas

daí já viu, horas, horas, horas, horas tocando arquivos de textos e mensagens de controle do sistema operacional.

tocar o kernel, vomitar as suas sensações enquanto escrevemos uma poesia, um algorítmo.

_investigando composições

depois de alguns dias tocando sem parar os hardcode, comecei a investigar possibilidades de construir composições desenhando direto num editor de texto do terminal. A partir dessa pesquisa, comecei a notar que todos os elementos do texto influenciavam no timbre, desde a letra usada até a sua forma dentro do texto.

$ vi impressoramatricial.txt

vou
comprar
uma impressora
matricial para
tocar um hardcore brutal

vou
comprar
uma impressora
matricial para
tocar um hardcore brutal

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:wq!

$ cat impressoramatricial.txt > /dev/dsp

_tocando em loop

o processo de pesquisa foi costurando outras idéias e surgiram necessidades de estudar mais o bashshell-script para melhorar as composições e ter mais autonomia nas tocadas.

o comando que abriu caminhos foi o while que deixou a tocada menos rígida, possibilitando novas harmonias e tempos.

loop infinito até você parar

while [ 1 ] ; do dmesg > /dev/dsp ; done

while [ 1 ] ; do cat /etc/X11/xorg.conf > /dev/dsp ; done

mistura tudo:

while [ 1 ] ; do cat /etc/X11/xorg.conf > /dev/dsp && dmesg > /dev/dsp ; done

também é possível tocar o arquivo de texto que produzimos:

while [ 1 ] ; do cat impressoramatricial.txt > /dev/dsp ; done

_hard-live-coding

o pulo pra fazer o live coding é simplesmente você abrir numa aba do terminal o while e na outra o editor de texto com o arquivo da composição. alterando o texto e salvando, o som mudará.

o projeto emotionalKernelPanic começou mais ou menos dessa forma.

depois disso, comecei a elaborar um patch no pure-data para abstrair a parte de código e possibilitar uma tocada mais conceitual utilizando qualquer ação do usuário, desde o mexer do mouse até edição de imagens.

nos próximos posts vou mostrar como funciona o patch e como utiliza-lo para fazer a orquestra do seu kernel, como uma conversa particular, você e sua máquina.

sem fronteiras

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tema encontros e festivais

while [ 1 ] ; do dmesg > /dev/dsp ; done

dsc_0105-1024x680

sem fronteiras

sin fronteras

no borders

senza frontiere

sense fronteres

LIBRES - Evento multimídia em Recife

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tema encontros e festivais

cartaz_libres_web

O LIBRES é um evento multimídia de arte e tecnologias livres que será realizado na Torre Malakoff em Recife durante os dias 6, 7 e 8 de agosto com participação de artistas e desenvolvedores locais, nacionais e internacionais que trabalham com software livre para pesquisa e produção multimídia. Serão realizados debates, desconferências, oficinas e performances

Os artistas e desenvolvedores convidados são: Luca Carrubba da Itáia, Xavi Manzanares e Óscar Martín da Espanha, Glerm Soares e Simone Bittencourt de Curitiba, Tati Wells de Pipa/RN, Fabiana Goa (Salvador). Convidamos também artistas e desenvolvedores locais como Jarbas Jácome, Gabriel Furtado, Felipe Machado.

Veja mais detalhes no site oficial do evento.

no pdcon

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tema encontros e festivais

opa, ainda bem que nosso servidor voltou, 15 dias depois. aconteceram várias coisas esses dias. agora estou em SP na convenção do Pure-Data. Apresentei ontem a performance Emotional Kernel Panic junto com Renato Fabbri e Ana Flávia. Foi um carnaval! :)
Depois chego com mais novidades, fotos, vídeos.

Daqui a 2 semanas tem o LIBRES em Recife, vamos levar alguns desenvolvedores gringos do Pure-Data pro evento.

até,

porto alegre, alegre!

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tema encontros e festivais

voltei!

duas semanas depois do  fisl… uma passagem foda por curitiba (merece um post especial ) até chegar em casa.

estou pensando agora no que comentar sobre o evento, só não dá pra  fazer comparativos porquê essa foi a minha primeira vez que participei. A cidade estava bastante fria e agitada. Como sempre, nossos coletivos de mídia usam grandes encontros de hackers, nerds, políticos, para se encontrar e conversar sobre as ações. Até penso se esse tipo de metodologia de sub-encontros em eventos megalomaníacos valem a pena. Quando as conversas começam a fluir, algo acontece e a linha vai embora. Próximo assunto…

Resumindo, Porto Alegre foi alegre, tenso e interessante. Primeiro com o encontro do Estúdio Livre, que teve uma boa participação de desenvolvedores e ativistas da comunidade. Ressalto o lance de (re)pensar na estrutura da nossa interface, surgiram algumas idéias perigosas.

el_retorno2

outro momento interessante foi na apresentação do “emotional kernel panic” que é uma pesquisa de sensações sonoras e visuais da utilização Kernel Linux, utilizando o pure-data para sensibilizar as ações. Na apresentação, a gente fez uns testes de mapear o Gimp, aplicando alguns filtros, pra forçar uma alteração no processador. A sintese sonora foi nervosa e barulhenta!

ekp_fisl10

o lançamento do livro Futuros Imaginários… a sensação de abrir esse livro e ver o nome da galera e a simplicidade de revelar o processo de tradução colaborativa é de trincar o cabelo!

futuros_imaginarios_fisl10

o hacklab na lelex foi o lugar onde realmente eu estava em casa, junto com todas as pessoas que eu convivo, virtual ou fisicamente. uma conversa sobre os projetos que estão por vim, mais idéias, processos de aprendizagens, muita coisa pra processar, música, lareira aquecendo todo mundo.

hacklelex

e ainda teve a festa de encerramento, que foi bacana, toquei alguns dub’s e ragga, machado alegrou todo mundo com os bastard pop e ainda rolou uns vj’s com pixel, fabs.

no domingo, rolou um churrasco do pessoal da organização, passei no parque da redenção pela tarde e a noite fui no Odomode com a Lelex, ver o Samba de Roda. Chegando lá encontrei o Banto, TC, e mais uma galera da cultura digital.

Na segunda de manhã cheguei em Curitiba pra passar uma semana com a orquestra organismo… vou deixar pra falar em outro post mas só avisando que foi uma das melhores semanas que passei em 2009.

rasta,;;;

mestrado pirata-e/ou

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tema blog

eita, depois escrevo com calma como foi interessante alguns momentos do FISL 10.Desde a apresentação do Emotional Kernel Panic, até as desconferências na casa da lelex.

acabei de chegar em Curitiba para uma semana de mestrado-pirata no e/ou com glerm, simone, habib, figueiró, lúcio…

subsede des).(centro curitiba

to em casa :)